quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Os contrastes cearenses


Associação dos Ciganos de Caucaia reúne-se com MP

Do jornal O Estado

A Associação de Preservação da Cultura Cigana de Caucaia reuniu-se com o coordenador do CAO Cidadania, do Ministério Público do Estado, promotor de Justiça Hugo Porto. No encontro, o presidente da entidade, o cigano Rogério Ribeiro, relatou as violências aos direitos fundamentais que os povos ciganos sofrem. “O preconceito com os ciganos ainda é muito presente na sociedade, pois o estereótipo a nós atribuído ao longo de nossa presença no Brasil e pelo mundo ainda não foi desmistificado na sua amplitude”, relata Ribeiro. Ele ressalta que alguns avanços que ocorreram “são fruto da mobilização e de muita resistência dos ciganos”.
O promotor Hugo Porto recebeu com bastante entusiasmo a notícia da existência de uma associação de ciganos no Ceará. “Sabia da existência de alguns ciganos no Ceará, através da professora Zelma Madeira, que está à frente das políticas de igualdade racial do estado, contudo não tínhamos muito conhecimento ou dados acerca dessa etnia, e assim como pescadores, quilombolas e as comunidades indígenas, onde já temos uma atuação bem ativa, também procuraremos atender as demandas das comunidades ciganas e prestar a assistência necessária”, enfatizou Hugo.
Exclusão e preconceito
“A exclusão e o preconceito sempre acompanharam os ciganos por onde quer que eles passem. De escravizados por cinco séculos nos antigos territórios que formam a atual Romênia, a perseguidos e assassinados pelo regime nazista de Hitler. Infelizmente, esta história de discriminação não chegou ao seu final. Os grupos ciganos ainda são pouco conhecidos e acabam negligenciados pelos governos dos territórios onde vivem. Os povos ciganos sofrem com violações dos direitos humanos diariamente. É preciso mudar essa realidade e instalar políticas públicas de promoção da cidadania cigana. Enquanto a sociedade continuar a desconhecer a história dos ciganos e seus hábitos, eles ainda serão um povo desconhecido e, por isso, suscetível à discriminação.”, destaca Rogério Ribeiro.


Penso eu - A própria expressão "cigano" destaca que seria um povo que não tem residencia fixa, não para, vive de mudança. No CEará que é um "país" diferente, cigano tem até Associação de Defesa de sua cultura. 

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