domingo, 29 de julho de 2018

Roseno imita o Rio pela volta do canudo de papel

Projeto quer substituir canudos de plásticos em estabelecimentos comerciais
Estados e municípios brasileiros estão buscando alternativas para substituir os conhecidos canudos de plásticos, normalmente usados em restaurantes e lanchonetes, por alternativas ambientais mais viáveis. Apesar de aparentemente inofensivos, pesquisas apontam que esses utensílios têm causado sérios danos à vida animal, e em especial à marinha.

Mirando nessa questão, projeto de lei n°175/18, em tramitação na Assembleia Legislativa do Ceará, estabelece a proibição dos canudinhos em estabelecimentos comerciais, bares e restaurantes.

Segundo a ONG “Meu Rio”, que desenvolveu a campanha para a proibição de canudos na cidade do Rio de Janeiro, o utensílio está na lista dos 10 itens que mais poluem os oceanos e estima-se que os canudos representem 4% do lixo mundial. Não há ainda um vasto material com dados sobre o uso de canudos no Brasil, mas em países como os Estados Unidos, por exemplo, são utilizados meio bilhão de canudos por dia. O Rio de Janeiro aprovou em junho a medida que proíbe o uso dos canudos nos estabelecimentos comerciais.

O projeto de lei que está tramitando na Casa é de autoria do deputado Renato Roseno (Psol). Ele explica que a humanidade já produziu 8,3 bilhões de toneladas de plástico, desde o início da produção em massa do canudo, entre 1950 a 2015. A maior parte já virou lixo e quase 80% do material está em aterros sanitários ou no meio ambiente.

Segundo o parlamentar, o plástico é um dos maiores inimigos do meio ambiente. A produção do material exige petróleo (5%). Mesmo que seja pouco, para extraí-lo e refiná-lo é necessário todo o processo que envolve práticas que poluem excessivamente o ambiente. Outro problema grave, é que o material demora mais de 100 anos para se decompor e, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), entre 22% a 43% do total produzido vão parar em aterros onde ficam por mais de um século.

Renato Roseno enfatizou que a contaminação ambiental por plástico é um problema extremamente grave e precisa ser enfrentado, urgentemente. “Estima-se que já existe uma tonelada de plástico no oceano para cada cinco toneladas de peixe e, em 2050, a proporção será de uma para uma. Isso já está provocando a morte de pelo menos 100 mil mamíferos e milhões de peixes”, afirmou.

A redução no uso de plásticos vem ganhando cada vez mais espaço nas agendas políticas. Atualmente, mais de dez países ao redor do mundo já aprovaram projetos de leis que combatem o uso de plásticos: Índia, Bélgica e Noruega são alguns dos exemplos, além dos latino-americanos, Uruguai, Costa Rica e Panamá.

“Atualmente no mercado há opções ambientalmente corretas que podem perfeitamente substituir os canudos de plástico. Compreendemos que este produto não é imprescindível para a sociedade, sendo necessário reavaliarmos sua utilização e contribuirmos no fortalecimento de práticas positivas”, ressalta.
Alckmin nem abriu o comitê e já há lixo na porta 9 Josias de Souza 28/07/2018 03:53 Compartilhe Imprimir Comunicar erro [Divulgação] Geraldo Alckmin tornou-se um lati... - Veja mais em https://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/07/28/alckmin-nem-abriu-o-comite-e-ja-ha-lixo-na-porta/?cmpid=copiaecola

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