terça-feira, 31 de julho de 2018

Nao bula no meu laquê


TRUMP: "EU ODEIO VENTO"
As políticas energéticas de Trump são pura contradição e revelam uma distância extraordinária entre o que presidente diz e o que sua administração faz. Três exemplos:
1. Trump tem um ódio visceral às turbinas eólicas, acredita que dão péssimo retorno ao investimento, que prejudicam a costa e obstruem seu visual; mas, ironicamente, seu Departamento do Interior está trabalhando com governos estaduais liderados pelos democratas para arrendar águas federais para a implantação de fazendas eólicas e para simplificar a permissão para a construção de parques eólicos offshore.
2. Trump diz adorar a hidroeletricidade, mas a associação do setor reclama que sua administração não ajuda na tramitação de uma legislação que busca acelerar o processo de licenciamento federal.
3. Trump vive a autoelogiar seus esforços de desregulamentação, mas apóia agressivamente o mandato federal que exige dos refinadores misturar biocombustíveis à gasolina, apesar da intensa oposição das empresas de petróleo e gás e da maioria dos republicanos; e seu Departamento  de Energia considera usar leis velhas de décadas para apoiar usinas à carvão e nucleares, medida que atingiria diretamente o gás natural, cujo uso cresceu exatamente às custas do carvão e da energia nuclear.
Comentando estes exemplos, a assessoria de comunicação da Casa Branca disse à Axios que a ordem de Trump é "promover e executar políticas... para alcançar o controle da energia e a independência energética". Entretanto, fontes com conhecimento direto das conversas sobre energia na Casa Branca disseram que, desde o início da administração Trump, ninguém coordenou efetivamente a política energética e que "ideias aleatórias borbulham na superfície e, se ninguém objetar, se tornam políticas".

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