segunda-feira, 23 de julho de 2018

Bom dia


Tucanos caem no colo da turma do "cadê o meu".

Seis exigências que Alckmin aceitou engolir para ter o apoio do centrão
Aliança do PSDB com o bloco formado por DEM, PP, PR, SD e PRB encorpa a candidatura de Geraldo Alckmin com cerca de três minutos a mais na propaganda eleitoral. Mas ele terá de cumprir exigências

Depois de muita indefinição sobre quem apoiar nas eleições deste ano, os partidos que formam o bloco do centrão no Congresso Nacional decidiram que vão se coligar com o PSDB para tentar eleger o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin à Presidência da República. O apoio, claro, não foi fechado sem o já conhecido toma lá dá cá que domina Brasília.

Dividido entre aderir a Alckmin ou ao ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), o bloco formado por DEM, PP, PR, SD e PRB decidiu engrossar a coligação liderada pelos tucanos. Com o apoio do Centrão, Alckmin, que tinha sozinho 1 minuto e 18 segundos na propaganda eleitoral na TV (em cada bloco de 12 minutos e 30 segundos), somará 4 minutos e meio, quase 40% de toda a fatia da disputa. Adversário histórico do PSDB, o PT, que ainda não fechou nenhuma aliança, tem 1 minuto e 34 segundos.

Mas a aliança do centrão com o PSDB não saiu de graça. O bloco fez uma lista de seis exigências que o PSDB vai ter que engolir. Confira:
1. Candidato a vice-presidente tem de ser o filho do vice de Lula

A primeira exigência para a formação da aliança é a indicação do candidato à vice-presidência na chapa. A indicação já está definida e os partidos fecharam questão em favor do empresário Josué Alencar (PR-MG), filho de José Alencar – que, por sua vez, havia sido vice-presidente nos dois mandatos de Lula.

2. Imposto sindical tem de voltar

Outra exigência que o PSDB vai ter que engolir é a volta do imposto sindical, ou no mínimo a criação de um novo modelo para financiar os sindicatos do país. A exigência foi feita pelo deputado federal Paulinho da Força (SD-SP), ligado à Força Sindical, para que o Solidariedade apoie o tucano nas eleições. O PSDB teve um papel importante na condução da reforma trabalhista que acabou com o tributo, mas Alckmin teria dito ao centrão que aceita discutir uma alternativa.
Geraldo Alckmin

3. Presidência da Câmara continua nas mãos de Rodrigo Maia (DEM)

Geraldo Alckmin também se comprometeu a apoiar a reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a Câmara dos Deputados, se os dois forem eleitos em outubro. Rodrigo Maia chegou a lançar sua pré-candidatura à Presidência da República pelo DEM, mas com a costura do bloco deve disputar a reeleição à Câmara. O presidente da Casa tem o poder de controlar a agenda de votações, ponto crucial para o governo.
4. Presidente do Senado será do bloco, possivelmente do PP

Se o bloco formado pelo centrão com os tucanos eleger Geraldo Alckmin, o grupo deve ter número suficiente para eleger o novo presidente do Senado em 2019. Segundo a coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, especula-se que o PP será o partido que terá direito de indicar um nome para a disputa da cadeira. O Senado é controlado pelo MDB desde 2001, com exceção de quando Tião Viana (PT-AC) assumiu a presidência em 2007, depois da renúncia de Renan Calheiros (MDB-AL).

5. Composição do governo: centrão assegura assento em ministérios e outros órgãos

O cenário de presidencialismo de coalizão que impera em Brasília atualmente deve mudar pouco a partir do ano que vem se Alckmin for eleito. Com os partidos de centro unidos em prol de uma única candidatura, as legendas devem conseguir eleger uma bancada significativa no Congresso Nacional. Para apoiar o tucano, o grupo também exigiu fazer parte da composição do governo a partir de 2019, com participação em ministérios, secretarias e outros órgãos.
6. PSDB terá de apoiar candidatos do centrão nas eleições estaduais

O apoio do PSDB nos estados a candidatos do centrão também entrou na conta das exigências do bloco para formar a coligação. O grupo quer que os tucanos, por exemplo, embarquem no no Rio de Janeiro na campanha de Eduardo Paes (DEM) ao governo do estado. O nó em torno das alianças regionais foi um dos impedimentos para formação de alianças do grupo de partidos do centro com outros pré-candidatos, como Jair Bolsonaro (PSL) e Ciro Gomes (PDT).

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