sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Vereadores de Fortaleza na bronca com deputados


Vereadores repudiam decisão e esperam mobilização popular

A decisão dos deputados federais de barrar a denúncia contra Michel Temer, por corrupção passiva, apresentada pela Procuradoria da República repercutiu entre os vereadores de Fortaleza. Parlamentares repudiaram o resultado da votação e esperam mobilização popular.
O vereador Iraguassú Filho (PDT) criticou a atitude dos deputados que votaram contra a denúncia de Temer. “Nós vimos, claramente, mais uma cena vergonhosa da política brasileira, o poder que a força do toma lá dá cá e da liberação de valores absurdos de emendas pode fazer. Diante de tudo isso, precisamos manter a mobilização contra a Reforma da Previdência, pois é único direito do trabalhador brasileiro ainda não comprometido pelo Governo Temer”, pontuou o parlamentar.
Embora seu partido tenha fechado questão em apoio a Michel Temer, o vereador Márcio Martins (PR) lamentou e repudiou o resultado da votação. O parlamentar afirmou ainda que, se não há representatividade da população no Congresso, a única alternativa do povo é ir para as ruas.
Márcio ressaltou que o Congresso se transformou em um “balcão de negócios” e que ali não há representação da população brasileira, e disse que a denúncia contra Michel Temer não avançou “comprovadamente por negociatas e politicagem”, e que o brasileiro precisa entender isso como um alerta e ir para as ruas cobrar por maior representatividade.

O vereador parabenizou os deputados federais que se mostraram e votaram contra a rejeição da denúncia, entre eles, o deputado Cabo Sabino (PR), afirmando que sua posição independente o fez ficar isolado dentro do partido e retirado de uma das comissões da Câmara dos Deputados.
Orientação partidária
Para o vereador Adail Jr. (PDT), o resultado da votação foi definida pela orientação de cada partido, independente da posição pessoal de cada parlamentar. Adail afirmou que, talvez, o único deputado federal que não seguiu a orientação partidária foi Vitor Valim (PMDB), que votou contra o parecer contrário do relatório da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Ele, então,explicou que dentro do parlamento, é normal que cada parlamentar siga a orientação definida pelo partido que representa.
“O restante, sem tirar nenhum, seguiram orientação partidária. Inclusive aqueles que são do PDT, PT, PSOL e PCdoB… votaram para satisfazer a vontade partidária. Já o Vitor Valim, aí sim, ele merece o nosso respeito, porque sabemos qual é o partido dele, e que ele é da base aliada. Eu não defendo e não parabenizo quem segue orientação partidária”, ressaltou.

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