sábado, 1 de julho de 2017

Ora, ora, ora!!!

Procuradores da Lava Jato ameaçam abandonar cargos caso Raquel Dodge assuma chefia do MPF

Janot tenta evitar deserções

Procuradores responsáveis pela Operação Lava Jato na Procuradoria-Geral da República estão ameaçando deixar seus cargos caso a subprocuradora Raquel Dodge seja confirmada no Senado como nova chefe do Ministério Público Federal. De acordo com a revista Época, os investigadores não querem trabalhar com Dodge.
De acordo com a revista, os investigadores desconfiam da indicação dela, que seria uma tentativa do presidente Michel Temer e do ministro Gilmar mendes de silenciar a Lava Jato de dentro pra fora.
Alguns dos procuradores já trabalharam com a subprocuradora e não teriam gostado do estilo centralizador dela, na visão deles. Eles também afirmaram não enxergar na procuradora a capacidade de comprar as brigas que o atual procurador-geral, Rodrigo Janot, comprou ao longo da operação.

Procuradores afirmam que estilo centralizador de Raquel Dodge é um dos motivos para afastamento
Procuradores afirmam que estilo centralizador de Raquel Dodge é um dos motivos para afastamento
Muitos procuradores já teriam avisado Janot informalmente que pretendem sair logo. Ele tenta, agora, debelar essas deserções. O argumento de Janot é de que os investigadores estariam caindo na armadilha de Temer, que estaria tentando rachar a Lava Jato.
No argumento de Janot, caso os procuradores saiam da investigação, eles poupariam Dogde do desgaste político de ter de afastá-los. Esse afastamento transcorreria lentamente, por meio de uma fritura. Mas ninguém duvida de que ocorreria. “Ninguém terá condições de trabalho com a Raquel”, diz um deles.
Outra consequência do abandono dos investigadores seria também o abandono de investigações sigilosas em andamento e a perda da memória dos casos já em estágio avançado.
Segundo a revista, Janot deve ter dificuldades de manter alguns dos procuradores.
MPF afirma que procuradores têm compromisso com continuidade dos trabalhos
Em resposta à reportagem da revista, o Ministério Público Federal divulgou nota afirmando que os membros do Grupo de Trabalho da Operação na Procuradoria-Geral da República têm compromisso com a continuidade dos trabalhos, "não sendo verdadeira a informação de que tenha sido cogitada alguma renúncia, individual ou coletiva". 
"Os procuradores lembram que exercem sua função com profissionalismo e imparcialidade e que vão seguir em sua missão constitucional com serenidade e firmeza, como se espera de todos os representantes do Ministério Público. Os integrantes do grupo declaram ainda respeito à indicação de Raquel Dodge para o cargo de procuradora-geral da República, escolhida a partir de lista tríplice promovida pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).", diz a nota.

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