sexta-feira, 9 de junho de 2017

Tem Seleção logo mais. E não é na Globo.

Quarteto titular é mantido para amistoso com Argentina

Em meio a testes com jogadores reservas e alguns que até não havia convocado, Tite escolheu Paulinho, Renato Augusto, Coutinho e Gabriel Jesus para defenderem a Seleção Brasileira na Austrália. A explicação para a presença desses nomes passa por fatores físicos e táticos, além de um pensamento importante para o conjunto que mede forças com a Argentina às 7h (de Brasília) na sexta, em Melbourne.
Para a comissão técnica, observar nomes como Weverton, Fagner, Gil, Thiago Silva e Willian, os menos experimentados da era Tite que devem jogar no primeiro jogo, era essencial manter parte da estrutura de equipe. Diante de um rival importante como a Argentina, que tem a estreia de Jorge Sampaoli, o conjunto fica minimamente preservado.
Os “chineses”
Paulinho e Renato Augusto, por atuarem na China, são dois jogadores que sempre representam algum tipo de preocupação pela parte física. Ambos têm se apresentado bem com frequência em convocações anteriores, é verdade. Mas, por estarem no meio da temporada na Ásia, diferentemente dos jogadores da Europa, puderam ser chamados com maior tranquilidade. A presença da dupla, que atua no setor vital da equipe, acrescenta em consistência.
Outro meio-campista titular mantido na convocação é Philippe Coutinho. Em relação a ele, pode pesar um aspecto tático. Ao site Globoesporte.com, Tite revelou que espera testar o jogador do Liverpool em uma função diferente e até então inédita no sistema 4-1-4-1 utilizado por ele. Normalmente escalado pelo lado direito, ele assumiria um espaço na faixa central, onde normalmente jogam Paulinho e Renato Augusto.
Pelo que demonstrou nos treinamentos em Melbourne, Tite iniciará o amistoso contra a Argentina com Coutinho mantido em sua função habitual, pela direita. Mesmo assim, fica aberta a possibilidade de usar o jogador pelo meio durante o clássico sul-americano ou mesmo diante da Austrália, no dia 13, próxima terça. Essa pode se transformar numa opção mais ofensiva, que permitiria a ele ter mais um jogador agudo pelos lados, como Willian ou Douglas Costa.
A volta de Jesus
O quarto titular da Seleção Brasileira lembrado para os dois amistosos é Gabriel Jesus. Ausente por lesão dos únicos jogos oficiais da seleção em 2017, diante de Uruguai e Paraguai, ele volta ao time de Tite para minimizar o longo período sem vestir a camisa amarela. Com cinco gols nas seis partidas oficiais em que atuou pelo Brasil, Jesus rapidamente se tornou uma das virtudes da nova equipe.
Nos demais casos, de olho em testes, o treinador poupou vários titulares do futebol europeu, que assim podem aproveitar as férias com tranquilidade: Alisson, Dani Alves, Miranda, Marquinhos, Marcelo, Casemiro e Neymar, além de Roberto Firmino, foram preservados da viagem à Austrália. Diante da Argentina, na sexta, o Brasil deve jogar com Weverton; Fagner, Gil, Thiago Silva e Filipe Luís; Fernandinho; Coutinho, Paulinho, Renato Augusto e Willian; Gabriel Jesus.
Tite: “Sampaoli foi bastante
corajoso ao assumir Argentina”
O técnico Tite disse, em entrevista ontem, em Melbourne, que o técnico Jorge Sampaoli foi corajoso ao assumir o comando da Argentina com apenas quatro jogos para o final das Eliminatórias Sul-Americanas. O treinador que estava no Sevilla estreará no cargo em amistoso contra o Brasil e tem como missão levar o país para a Copa do Mundo. Atualmente, a Argentina ocupa a quinta colocação e teria que disputar as Eliminatórias. “Ele foi muito corajoso, é um momento difícil. Ele tem a dificuldade de serem 4 jogos, eu tinha 12. Acredito que Argentina vai passar pela qualidade que tem, os profissionais que tem”, afirmou o técnico da seleção brasileira.
Segundo Tite, a Argentina se classificaria para a Copa mesmo se Edgardo Bauza continuasse no cargo. Para ele, há similaridades com o seu caso, já que assumiu a seleção brasileira também com a missão de levá-la para a Copa. “Seria classificada com Bauza, será com Sampaoli. Não estou sendo simpático, é o que sinto. Mas tem grau de semelhança, dificuldade, com margem de erro pequena. Ele ganha com dois amistosos [antes de jogar as Eliminatórias], eu não tive nenhum”, ponderou o técnico, que estreou diretamente em um jogo de Eliminatórias e acumula nove vitórias seguidas.

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