quarta-feira, 14 de junho de 2017

E os juizes, quem são?

“Expresso 150”: PF toma depoimentos no fórum; dois juízes são afastados


A Polícia Federal (PF) realizou, ontem, mais um desdobramento da “Operação Expresso 150”. Nesta, que é a terceira fase da Operação, duas varas cíveis, no Fórum Clóvis Beviláqua, foram alvo de diligências iniciadas às 6 horas. Os dois juízes titulares foram afastados dos cargos por determinação do desembargador Tarcilio Souza.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão e condução, seguidos da coleta de depoimentos e realização de interrogatórios, além de se haver determinado, em caráter cautelar, o afastamento dos magistrados cujas condutas estão sob apuração. As diligências foram cumpridas pela Polícia Federal, após regular intervenção do Ministério Público Estadual. O inquérito está resguardado por segredo de justiça e maiores detalhes não foram divulgados.
Um chaveiro foi chamado para abrir os gabinetes a pedido da PF. A ação não atrapalhou a movimentação no Fórum uma vez que, por volta das 8 horas os policiais já tinham se retirado do local. Cerca de um mês atrás, as varas dos dois juízes investigados já tinham sido inspecionadas pela PF. Nesta fase da operação, pelo menos dois advogados prestaram depoimentos à Polícia Federal.
O Tribunal de Justiça confirmou que foram cumpridas “medidas cautelares determinadas nos autos de inquérito em tramitação na Corte, decorrente de desdobramento da Operação “Expresso 150”, cujas investigações tramitam originariamente no Superior Tribunal de Justiça (STJ), sob a relatoria do Ministro Herman Benjamin, e envolvem, nesta fase, fatos relacionados ao primeiro grau”. O ministro é o mesmo que relatou o processo no julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral.
“O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, como tem feito desde que os fatos relacionados à Operação “Expresso 150” vieram à tona, apoia o aprofundamento das investigações e realiza esforços para que todas as notícias de possíveis desvios de conduta de seus membros sejam apuradas com o necessário rigor, de modo a preservar a confiabilidade, a imagem e o bom nome da instituição”, concluiu o TJ em nota.
Relembre
A “Operação Expresso 150” investiga um suposto esquema de venda de habeas corpus nos plantões do Judiciário cearense. De acordo com as investigações, as liminares eram vendidas, em média, por R$ 150 mil. A denúncia foi feita em 2015 pelo então presidente do TJCE, desembargador Gerardo Brígido. Até o momento, cinco desembargadores e pelo menos 14 advogados aparecem entre os suspeitos de participar do esquema criminoso. Na fase anterior, deflagrada no último dia 8 de junho, uma pessoa foi presa e outras foram intimadas a prestar depoimentos, na sede da Polícia Federal, no bairro de Fátima.

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