domingo, 4 de junho de 2017

Êita vida velha mais ou menos

Engraçada vida engraçada
Amanhã, 5 de junho, faz 50 anos do lançamento de Cem Anos de solidão, o fantástico livro de Gabriel Garcia Marques.Uma lembrança me toma uma lágrima de saudade que nem sei se é de mim mesmo, ou do tempo que vivo. Um dia, em Buenos Aires, saí cedo da cama do hotel e fiquei à porta olhando a manhã. Um cafezinho depois, vi o presidente José Sarney, a quem acompanhara numa importante reunião para criação do Mercosul se esgueirar sem segurança e descer pra rua. Acompanhei-o à distancia até a Calle Florida, caminho dos apaixonados por livros. Sarney entrou numa livraria como queria, em anonimato. Fui junto me fazendo de surpreso ao ve-lo e ser visto. Não passei recibo nem o importunei. O Presidente do Brasil buliu daqui pralí até chegar à gondola onde estava o tal Cem Anos de Solidão, edição em espanhol, porque ainda não havia nenhuma tradução para lingua alguma. Sarney pegou dois, conversou um pouco e saiu. Eu fiquei. Havia uma edição de luxo, em papel bíblia. Comprei um exemplar desses e outro, normal. O normal era para mim o outro trouxe de presente para o Governador Gonzaga Mota. Quase cinquenta anos se foram. Gabo virou Nobel. Sarney é bruxo, Gonzaga Mota ex-Governador e eu, toco essa vidinha engraçada; engraçada vida engraçada.

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