quarta-feira, 31 de maio de 2017

Saude da mulher em debate na Camara

Cerca de 64 mil mulheres morreram no Brasil em 2016 durante a gestação ou em até 42 dias pós-parto, período em que a Organização Mundial da Saúde conceitua como Morte Materna. O tema será discutido nessa quarta-feira,31,às 14h30,  em Audiência Pública na Câmara Municipal de Fortaleza, por iniciativa da vereadora Larissa Gaspar (PPL). No Ceará foram 2540 mortes.

Fortaleza hoje conta com uma rede de assistência médica às mulheres gestantes, que, nas duas últimas décadas, tem contribuído para a redução da mortalidade materna, por meio do aprimoramento de seus protocolos e fluxos de atendimento. Porém, ainda há muitos desafios, como o fort
alecimento do Comitê Municipal de Acompanhamento da Mortalidade Materna.

Números

De acordo com o relatório "Tendências sobre a Mortalidade Materna: 1990 a 2010", o número de mortes maternas por ano diminuiu na década em mais de 543 mil para 287 mil em todo o mundo, uma queda de 47%. Ainda assim trata-se de um grande desafio em todo o planeta que tem como meta do Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) de redução das mortes maternas em 75%.

Dados do Ministério da Saúde indicam que, entre 1990 e 2011, a razão da mortalidade materna no Brasil passou de 143 para 64 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos – uma queda de 54%. Mais de 80% das mortes maternas são causadas por hemorragias, sépsis, aborto em condições de risco, obstrução do parto e doenças hipertensivas da gravidez. A grande maioria destas mortes poderia ser evitada, se as mulheres tivessem acesso a serviços de saúde, equipamento e material adequados bem como a pessoal de saúde qualificado.

A Política Nacional de Atenção Integrada à Saúde da Mulher tem como objetivos melhorar as condições de vida e saúde das mulheres ao garantir seus direitos e ampliar o acesso à promoção, prevenção e assistência à saúde. Seus eixos são: o direito à saúde sexual e reprodutiva, a atenção obstétrica, atenção clínico ginecológica e climatério, combate ao câncer do colo do útero e de mama, atenção às mulheres em situação de violência e atenção a grupos específicos da população feminina.

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