quarta-feira, 1 de março de 2017

Bom dia

Quando a vida dos outros inunda a vida da gente. Esta é do comandante Genário Peixoto.
Genario Peixoto
·
Primeiro de março é uma data marcante. O dia do nascimento de minha filha Clarisse e poderia muito bem ser o dia de minha morte.
Naquele domingo de 1987 nascia Clarisse. As primeiras dores foram na na praia do futuro. O nascimento no hospital Cura Dar's em Fortaleza.
Eu estava escalado para voar e fui! A missão era ir a Irauçuba CE cedo da manhã, voltar a Fortaleza e retornar a Irauçuba à tarde com o Deputado Luís Pontes.
Após a decolagem da fazenda do Deputado ainda em subida para nível de cruzeiro, cruzando a pedra do frade sobre Itapagé, o primeiro motor/direito pára. Meu Deus, vou morrer no dia que a menina nasceu! foi só isso que me veio na cabeça.
Iniciei volta para fazenda quando me veio o segundo susto; pára o segundo motor/esquerdo. O silêncio é total rumo ao solo.
Resumo da situação:
Esqueci a mudança dos tanques de combustíveis que estavam se esvaziando pelos tanques que tinha combustível. Ao cruzar o painel do avião e fazer o famoso "ckeck" cruzado, vi as seletoras de combustivel e de imediato fiz as trocas.
Como no passo de mágica o primeiro motor disparou. Em seguida o segundo motor e tudo voltou a funcionar normalmente.
Mãos geladas, pernas tremendo mas o pensamento no hospital Cura Dar's.
Uma hora depois estava no solo e levando Clarisse de volta para a praia do futuro.

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