terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Os "noves-fora" de Heitor


Gastos de verbas da saúde com passagens é de R$ 39 milhões, corrige Heitor

Os valores gastos para a compra de passagens áreas com recursos do Fundo Estadual de Saúde são, na verdade, de R$ 38.728.702,92, corrigiu o deputado estadual Heitor Férrer nesta terça-feira (06), na tribuna da Assembleia. O parlamentar havia informado, anteriormente, que o custo teria sido R$ 20.567.822,75. Heitor informou também que ainda há R$ 64 milhões em valores contratados para a prestação dos mesmos serviços de reserva, emissão e entrega de passagens aéreas no âmbito nacional e internacional.  

Heitor reforçou entrou com representação no Ministério Público, na Procuradoria dos Crimes Contra a Administração Pública (Procap),  e no Tribunal de Contas do Estado para que seja feita uma profunda investigação acerca do desvio de finalidade no caso apresentado. “Eu não quero aqui dizer que houve desvio desses recursos. Eu estou querendo justamente a verdade sobre a utilização desses dados. Encaminhei para o Ministério Público Estadual e para o Tribunal de Contas do Estado todas as planilhas desses gastos, porque é nesse momento que nos valemos dos órgãos auxiliares”, disse.

O parlamentar respondeu ainda às justificativas dadas pela base do governo na Assembleia de que os valores teriam sido utilizados na compra de passagens aéreas de pacientes que foram se tratar em outras unidades da federação. “Nós temos um gastos de 14 mil reais por dia de passagem. É imaginar que os nossos pacientes estão se tratando fora, porque certamente a medicina do Ceará ficou para trás. O que não é o caso”.

No último dia 24, Heitor deu entrada em requerimento na Assembleia Legislativa solicitando informações à Secretaria Estadual de Saúde (SESA) sobre as despesas efetuadas pelo Fundo. A matéria deverá ser votada no plenário na próxima quinta-feira (08). Em seu requerimento, o deputado pede que sejam informados os nomes dos beneficiados; os valores gastos, de forma individualizada, com a compra de passagens, hospedagem e serviços médicos; os procedimentos hospitalares ou de saúde realizados e o local onde foi feita a intervenção médica.

“O que quero com isso é comprovar que essas transferências foram realmente feitas e, para isso, precisamos de todas essas informações que solicitei em meu requerimento, para cumprir corretamente meu papel como parlamentar, que é fiscalizar”, argumentou.

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