quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Opiniao

A culpa é do Papa

Conta-se que quando da realização da famosa Conferência de Yalta, onde os chefes de Estado e de Governo Franklin Delano Roosevelt (Estados Unidos), Joseph Stalin (então União Soviética), e o primeiro-ministro inglês Winston Churchill, se reuniram para decidir o fim da II Guerra e a repartição das zonas de influência entre o Oeste e o Leste, o líder estadunidense teria sugerido que se convidasse o Papa Pio XII para o encontro. O arrogante comunista Stalin discordara observando: “Quantas divisões tem o Papa?”. Ao que Roosevelt redarguira: “O poder do Papa vai além das armas, porque seus exércitos são de natureza moral…” Anedota ou não, a verdade reside no fato de que o Papado continua de pé, enquanto a União Soviética diluiu-se na empáfia e na mediocridade de seus dirigentes ateus.
Todavia, ao que parece, os exércitos morais do Papa estão periclitando diante da investida dos valores anticristãos que atualmente infestam a sociedade, a qual navega ao sabor das adaptações fáceis que a tornam fluida, inconsistente, como assevera o filósofo Zigmunt Baumann com sua pertinente ideia de que vivemos numa “sociedade líquida”. O Papa Francisco tem sido um colaborador entusiasmado da destruição dos ideais que têm dado sustentação à Cristandade ao longo dos dois mil anos de Cristianismo. Até parece que o Pontífice quer a misericórdia de Deus incluindo no barco de Pedro, renitentes pecadores que cometem inconfessáveis crimes. Alguns com claros propósitos de destruir a própria Igreja.
Neste pé, cremos assistir razão ao Pe. Santiago Martin, biólogo e especialista em Teologia Moral, segundo quem a utilização que está sendo feita do conceito de misericórdia é uma utilização absolutamente demagógica. Portanto, falsa e daninha. O conceito de misericórdia mal entendido, separado do conceito de Verdade, portanto separado do conceito de amor, pode ser demais nocivo. Para a pessoa a quem supostamente se quer beneficiar, inclusive.
Ao publicar a Carta Apostólica “Misericordia et Misera”, que autoriza de modo permanente os sacerdotes católicos a absolverem pessoas envolvidas com a prática de aborto, tanto mulheres quanto médicos, o Papa Francisco fragiliza seu exército moral e abre as portas para o desatino de gente sem compromisso com a vida, como é o caso do Ministro Luís Roberto Barroso, do STF, e companheiros que, de logo, decidiram por descriminalizar o assassinato de fetos com até três meses de formação, em caso específico de concessão de habeas corpus. Por mais que se queira determinar a questão nos parâmetros da lei positiva, é imperioso lembrar as consequênciais psicossociais dessa abertura jurídica para a liberação do aborto, sem esquecer o fato de que mais uma vez o STF, por uma de suas turmas, intentou tomar o lugar do Parlamento, o foro adequado para a discussão e definição legislativa da matéria.

BARROS  ALVES
JORNALISTA E MEU AMIGO.

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