quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Bom dia

Pimentel defende nova eleição para presidente, senadores e deputados

O senador também criticou a aprovação da PEC 55, que congela investimentos no país por 20 anos  

O senador José Pimentel (PT-CE) defendeu, nesta terça-feira (13/12), em Brasília, a realização de eleições diretas para presidente da República, senadores e deputados. “A única forma que nós temos para sair dessa crise política é uma nova eleição. Eleição geral para todos os parlamentares da Câmara dos Deputados, do Senado e para presidente da República. As declarações que estão vindo dos dirigentes da Odebrecht, não deixam outro caminho para o Congresso Nacional e para o governo federal, a não ser realizar novas eleições diretas”, afirmou.
A defesa de novas eleições foi feita por Pimentel durante sessão do Senado em que foi aprovada, em segundo turno, por 53 votos favoráveis e 16 votos contrários, a proposta de emenda à Constituição que congela investimentos no país por 20 anos (PEC 55/2016). Segundo o senador “nesse momento, nós vivemos a maior crise política do núcleo dirigente deste governo, resultado do golpe parlamentar aprovado nesta Casa. E aqueles que defendiam o impeachment da presidenta Dilma, eleita democraticamente por mais de 54 milhões de votos, como solução para a crise política, faltaram com a verdade para a sociedade brasileira. Portanto, essas lideranças deveriam ter a humildade de reconhecer que a única forma que temos para sair dessa crise política é uma nova eleição”, ponderou.
Pimentel também se manifestou sobre a aprovação da PEC 55. “A crise política, econômica e social no Brasil é muito intensa. E o caminho que você escolhe para sair da crise define o que você pretende para a nossa nação, o nosso país, o nosso Brasil. Nesse momento, quando o Congresso aprova a PEC 55, escolhe que os mais pobres paguem o preço da crise econômica”, considerou.
O senador voltou a destacar os prejuízos da chamada “PEC da Maldade” e a defender que fossem retirados do texto os dispositivos que resultarão no congelamento dos recursos destinados à saúde e educação, além do texto que impede a aplicação da política de valorização do salário mínimo. Segundo Pimentel, “não é congelando o salário mínimo por 20 anos que vamos impedir ou resolver a crise econômica”.  
Para Pimentel, não é possível permitir que apenas os mais pobres sofram as consequências da crise econômica, enquanto os mais ricos continuam com seus lucros assegurados, por meio das altas taxas de juros. “Todas as vezes que os banqueiros estão satisfeitos é porque a sociedade está pagando juros acima do razoável. E o Brasil tem hoje a maior taxa de juros do mundo. Essa situação vem desde os anos 1980. Só que agora chegou num patamar que não tem mais como manter esse rendimento para a ‘banca’ do Brasil e daqueles que aqui operam”, concluiu.

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