quinta-feira, 10 de novembro de 2016

O perde-ganha americano

Hillary teve pelo menos mais 140 mil votos que Trump

Clinton superou Trump em número de votos - 59,18 milhões para a democrata contra os 59,04 milhões do republicano
A candidata democrata à presidência norte-americana, Hillary Clinton, conquistou mais votos que o seu adversário republicano Donald Trump, cuja vitória antecipa uma continuação dos conservadores no Supremo Tribunal, para alívio dos tradicionalistas religiosos, ativistas de armas e interesses financeiros.
Clinton superou Trump em número de votos - 59,18 milhões para a democrata contra os 59,04 milhões do republicano -, um número que pode aumentar ligeiramente a favor de Hillary Clinton enquanto avança o escrutínio na costa oeste e no Alasca.
Normalmente, o vencedor da maioria dos 538 lugares do Colégio Eleitoral tem uma maioria do voto popular, mas há exceções, como ocorreu em 2000, quando o republicano George W. Bush chegou à presidência norte-americana, apesar de ter menos 500.000 votos que o democrata Al Gore.
Com vitórias nos estados da Flórida, Pensilvânia e Ohio, Trump conquistou a chave da Casa Branca.
O candidato do Partido Libertário (terceiro maior partido dos EUA), Gary Johnson, recebeu cerca de quatro milhões de votos, enquanto a candidata do Partido Verde, Jill Stein, obteve cerca de 1,1 milhões de votos.
Trump impôs-se nos estados decisivos nas eleições presidenciais desta terça-feira, em particular em lugares considerados seguros para os democratas, conquistando assim mais do que os 270 votos que garantem a presidência.
Quando ainda falta confirmar os resultados em Arizona, Michigan e New Hampshire, Trump obteve 279 votos, contra 218 para Clinton.
No Supremo Tribunal, os resultados eleitorais deverão garantir, possivelmente durante a próxima geração, uma viragem à direita.
Caso Hillary Clinton tivesse chegado à Casa Branca nestas eleições, poderia ter conquistado uma maioria progressista nesta alta instância, pela primeira vez desde 1969.
O colégio do Supremo Tribunal é constituído por nove juízes, estando atualmente reduzido a oito - quatro conservadores e quatro progressistas -, desde a morte, em fevereiro, do magistrado Antonin Scalia, um dos pilares da direita conservadora.
Em caso de morte ou reforma de um dos juízes, a sua substituição é indicada pelo Presidente e, depois, confirmada pelo Senado. No entanto, este órgão rejeitou reiteradamente aceitar o magistrado Merrick Garland, escolhido por Barack Obama para substituir Scalia, uma estratégia criticada por prejudicar o normal funcionamento das instituições.
Agora, Trump está em posição de nomear o nono juiz do Supremo Tribunal, e a sua escolha será forçosamente aprovada pelo Senado, que conservou, nestas eleições, a maioria republicana.
O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, venceu as eleições, tornando-se o 45.º Presidente norte-americano, cargo que ocupará a partir de 20 de janeiro de 2017.

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