quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Coluna do blog



 Os cuidados com o amanhã

Cientistas políticos, fofoqueiros, politiqueiros de carteirinha, imprensa séria, imprensa não séria, imprensa paga, imprensa marrom, todo mundo, inclusive você, andamos preocupados com a vida brasileira, cheia de bandidagem, dedurismo (pra mim delação premiada ou não, é dedurismo), entregações e X9 à vontade. São cuidadosos textos que alertam para a presença de aventureiros, uma raça que acha que na política pode ficar rico, muito rico e mais rico do que o que já é. Os exemplos temos-os em casa. Pois bem; a revista IstoÉ traz reportagem nesta semana na qual afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria recebido propina em dinheiro vivo. Segundo a publicação, em delação premiada, Marcelo Odebrecht teria afirmado que fez pagamentos a Lula, e que os valores em espécie faziam parte do montante de aproximadamente R$ 8 milhões destinados ao petista pela empreiteira. A pergunta que se faz é por que motivo uma delação tão importante, do presidente da maior empreiteira do país, demora tanto tempo para vir à tona, já que seu teor é tão grave. O perigo de tudo isso é o desmoronamento de uma liderança popular que não vai se conformar se a acusação não passar de palavra contra palavra. O povo deve rachar: parte acreditará e parte não. Mas de qualquer maneira, as duas partes com certeza se tomarão de revolta, por frustração e por total falta de esperança naqueles que, se forem mesmo corruptos, mostrarão que não agiam pelo povo. Na verdade, roubavam. E essa falta de liderança neste segmento popular pode permitir o surgimento de um Donald Trump, mas não um milionário. Pode permitir um nacionalismo no qual a massa é que vai fazer parte do movimento, e não a esquerda ou a direita. Será uma massa que vai ter o direito de buscar a solução para eles, mas por eles. E aí, pode concentrar a destruição de um país.

 

A frase:Há brasas para todos. E um detalhe interessante: Dilma e Temer foram eleitos pela mesma chapa”. Do Chumbo Grosso sobre a delação premiada da Odebrecht.



Exceções (Nota da foto)
Exceção feita a todos aqueles que justificam seus erros com os erros alheios, por favor, todos os demais queiram receber votos de feliz novembro azul.

Outra realidade
O mundo virou de cabeça pra baixo nos últimos vinte anos. Só vinte anos e o bicho pegou. A violência assumiu o poder e o medo deu lugar à paz de andar pela aí afora.

Medo
Uma vez encarei seguranças, os mais brutos que se pode conhecer, numa viagem presidencial a Portugal. Os caras chutavam as  pernas dos jornalistas,levaram de volta.

Medo II
Outra vez, na Turquia, um lugar onde não há medo, mas pavor de terroristas, pra não perder uma matéria entrei pela saída das autoridades aos gritos de com licença,com licença e deu certo.

Medo III
Em NY, as duas da manhã, atravessei da Primeira Avenida, da ONU, até a Quinta onde estava hospedado sem uma gota de temor, aparelhado de computador,câmeras etc.e tal.

Medo IV
Certa feira no aeroporto de Lima, com o terrorismo no auge, aventurei-me por caminhos nada ortodoxos no terminal e fui acompanhado ao longe pela segurança. Mas não morri.

Medo V
Hoje anda apavorado. Nos Estados Unidos, onde andava pra cima e pra baixo, de a pé e a qualquer hora, anda mais uma ova. De dia fico olhando pro alto dos prédios, sei lá se não tem um atirador maluco.

Medo VI
Nas aglomerações nunca fico no olho do furacão. Ando sempre pelas beiradas e,se possível com uma marquise como proteção. E não ando só. Alvo fácil para franco atiradores.

Medo VII
Em Fortaleza já não saio mais de casa depois das seis da tarde. Ou fico na rua até mais tarde ou chego em casa e não saio novamente. Não dou chance pro canelau da noite.

Entendeu?
Isso é política. Política de segurança que o mundo abandonou ou perdeu a guerra. Temos uma saída no Brasil; bota a Força Nacional nas ruas, bota os meninos do Glorioso nas ruas e aí sim, vou arriscar a queimar o dente na bodega da esquina.

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