terça-feira, 1 de novembro de 2016

Coluna do blog



 Brasileiro,um povo cordial

Li, faz muito tempo, livro do pai do Chico, o tal do Buarque de Holanda. Ele fala de um Brasil cordial, isto é, um brasileiro do coração. Cordial queria dizer gentil, carinhoso, afetuoso, isto é; cordial. A palavra latina cor (ou cordis) significa coração e deu origem a várias palavras da nossa língua. A raiz indo-europeia krd ou kered deriva de kardia, em grego, que deu origem a palavras como cardíaco, cardiograma e outros termos médicos; Cor, em latim, evoluiu para cordial, por exemplo. Assim, concordar (do latim con + cordis = com o coração). Quando duas pessoas concordam é porque seus corações estão juntos ou unidos. Tudo isso pra dizer que concordo com o Brickman quando fala da igualdade “cordial” entre nós na hora de arrumar o povo para a crise. Nada de hesitações: o importante é combater a crise, com os sacrifícios que isso exige de todos. O Governo propôs emenda constitucional que limita os gastos do próprio Governo, e para aprová-la na Câmara promoveu dois luxuosos e caros banquetes, em palácio, para centenas de deputados. É bonito ver como o povo, unido, se articula para o duro embate. Tão logo assumiu o poder, Temer – O Interino - aprovou um forte aumento para as 38 carreiras mais organizadas do serviço público. Custo total, R$ 170 bilhões. Estas carreiras já estão prontas pra enfrentar a crise. E aprovou outro aumento, de 47%, para outras carreiras bem organizadas, entre elas a Polícia Federal, no dia seguinte ao da aprovação do limite de gastos do Governo. O funcionalismo desses setores já está apto a enfrentar a crise. O Governo é que ainda está atrapalhado: em setembro, seu déficit foi de R$ 25,3 bilhões - um recorde, quase o quádruplo de setembro do ano passado. Em 12 meses, o buraco federal já chegou a R$ 138 bilhões. E o orçamento prevê que, em dezembro, o rombo pode bater em R$ 170 bilhões - praticamente o custo daquele primeiro momento de generosidade oficial. Como é duro um Governo preparar seus servidores para a crise! Os bancos se armaram para a crise jogando os juros ao alto. Cartões, 15,7% ao mês; cheque especial, 324% ao ano. E nós? Que quer, moleza? Ganhando menos na crise, temos é de trabalhar mais. Se houver emprego.

 

A frase: “...o governo do Interino, com esses estudos e balões de ensaio sobre Previdência, segue mostrando que acha que o Brasil é um grande escritório com ar condicionado”. Tem gente pensando.

 

 

Cid disparou (Nota da foto)

“O Tasso tinha um candidato lá em Sobral (Dr. Guimarães, do PSDB), e ele, às vésperas da eleição, foi lá em Sobral e disse que naquele momento ia apoiar um candidato do PMDB. Isso é ódio, ele não se move mais por espírito público ou partidário, ele se move por ódio”.

 

Eu sabia

Como diz aquele torcedor de futebol que vai pro estádio na final com a placa escrita “Eu já sabia”, sempre se soube que o Sr.Wagner quer ser mesmo é candidato a Governador.

 

Discurso

O Sr.Wagner foi peremptório: Cresci e posso por meu nome na lista dos candidatos a Governador em 2018. Quando ele combinar com os russos eu acredito.

 

Seus concorrentes

O PMDB quer mais nem ouvir falar em Wagner. Os tucanos querem nem ouvir falar nesse negócio de capitão em casa de coronel. Os dois serão candidatos e não será ele.

 

Pergunta silenciosa

E por falar nisso, o deputado federal Moroni Bing Bing terá cacife pra segurar seu sonho antigo de ser Prefeito de Fortaleza? Nem que seja por dois anos?

 

Sem eira,nem beira

Quem sabe ler sabe o que a expressão quer dizer. Eira e beira são itens da construção colonial portuguesa que encimava prédios e anunciavam quem tinha ou não tinha dinheiro.

 

Nem beira

O PSDB, tucanagem explítica, sem quadros, não teve como lançar candidato a Prefeito de Fortaleza e resolveu correr atrás do novato Sr.Wágner para representa-lo. Jogou só com o “prestígio” do Sr.Tasso.

 

Nem eira

O PMDB, saudoso de antigas e gloriosas tradições do MDB, também sem quadros, sacrificou o que tem de melhor jogando Gaudêncio Lucena às feras como vice do PR.

 

Sorte

Mas, de tudo, sorte mesmo teve o jovem vereador, eleito, Gomes de Matos, filho do deputado federal tucano Raimundo. Seu nome foi cogitado para sair vice do Sr.Wágner. Escapou fedendo que no dizer do Falcão é melhor do que morrer cheiroso.

 

 

 

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