segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A dura hora da espera


Revelação
Penso que não tenha usado essa ferramenta aqui para fazer proselitismo ou contar vantagem minha. Mas deu uma vontade enorme agora cedinho de contar aos parceiros minha sexta negra. Não sou consumidor, a não ser uma ou outra viagenzinha ou um livrozinho, últimos agrados que me tenho feito. Na tal da black fraude, fui tangido que nem gado pra bebida. Caí no cheiro do queijo inocentemente. Fui a um desses muitos e variados shoppings da cidade caçar um amigo que não vejo faz meses pra da ruma abraço. Não o encontrei, eis que de férias e aproveitei, já que alguém disse que todo aquele movimento era de black fraude e fui ver as novidades. Numa das lojas olhei os lepi topis. O que era 1.200 contos, tava de 2 mil por 1.400. Fraude pura. Fiquei pau da vida e me retirei da loja reclamando pro vendedor. Entrei numa loja na frente da dita cuja já´com a ma intenção de comparar. Não deu. A mesma coisa. Segui adiante e vi um movimento grande numa terceira loja. Parecia a flauta de Merlim. Entrei e fui olhando as coisas. Gente comprando de tudo, incluindo bebidinhas e pneus. Neguim comprando uisque com cara de quem nunca beliscou um 12 anos. Ar de campeão de fórmula 1. Meu Deus, pensei salivando. Pois bem; todo menino pobre tem seus sonhos, né não? Eu tenho cá os meus. Juro a você que sempre tive vontade, desde que apareceram essas cafeteiras elétricas com cápsulas, de ter uma. Aí o cão atentou. Quando era menino não se brincava com coisa perigosa...Minha Mãe Maria, filha de Mãe Vovó Petronilha, A RAcista, ensinava sempre...faça isso, não, o cão atenta e o ferro entra. Pois bem, fique,i olhando, examinando, lendo as bulas nas bichinhas nas caixas quando passa por mim uma mulher de preto, com ar de mulher fatal e diz pra mim o que tenho mania de fazer com as pessoas...essa aí; eu tenho uma em casa. É maravilhosa. Faz um café... enlouqueci. Aquilo era um pré orgasmo. Na minha cabeça habitava um turbilhão de pensamentos. Uma suruba de desejos daquele excitante instrumento de prazer. Nem olhei o preço, afinal era black fraude e eu estava ali, exposto, calças na mão, o vil metal sonante, fustigando o bolso. Peguei uma. Fui aos caixas. Dezenas de pentes em todas as filas. Fui indo, afastando-me da muvuca até cair num caixa clamo, manso, onde uma senhorinha esperava a filha, na fila, por mais blequeis. Na vez dela cedeu lugar a mim. Nem sei se por estar esperando a filha ou se por dó de meus cabelos esbranquiçados (os que sobraram) pelo sereno da madrugada. Passei. R$199,00 reais. Dei duzentos. Recebi R$1,00 de volta. Serviria pra pagar parte do estacionamento. Pense num cabra vaidoso! Era proprietário de uma cafeteira de fazer café expresso de caixinha de aluminio. Uma vitória de menino pobre. Botei numa sacola, não. Levei pro estacionamento a nu como que pra todo mundo ver. Orgulhoso!!! Pimpão!!! EM casa li a bula de montagem e ligação. Fiz tudo como deveria fazer. Botei a capsula na ranhura lá e...tres copos de uma água que Mãezinha chamava de lavagem de espingarda. Isso foi sexta. Até agora, frustrado, estou esperando dar a hora certa pra ligar pra minha amiga Noélia Brito, barista de primeira e proprietária de várias dessas maquinas para uma consulta técnica ou ainda, oferecer uma passagem pra ela vir do Recife, com urgencia, me ensinar como usar minha "boneca inflavel" de café de piula.

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