domingo, 23 de outubro de 2016

O que será que ele disse?

Sérgio Machado depõe como testemunha contra a chapa Dilma e Temer

O ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, foi ouvido neste sábado, na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará  pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Herman Benjamin em andamento da ação em que o PSDB pede a cassação da chapa composta por Dilma Rousseff e Michel Temer, eleita em 2014.
Machado afirmou em junho deste ano ter repassado propina a políticos de pelo menos seis partidos. PT, PP, DEM e PMDB, estão no pacote, de acordo com trecho da delação premiada obtida e divulgada pela Folha de S. Paulo. Em troca das informações sobre como funcionava o esquema de corrupção na Petrobras, ex-presidente da Transpetro cumpre prisão domiciliar e foi condenado a pagar multa de R$ 75 milhões.
A oitiva foi acompanhada pelos advogados da ex-presidente Dilma Rousseff, Flávio Caetano e Renato Franco, além do advogado de Michel Temer, Gustavo Guedes e advogados do PSDB, José Eduardo Alckmin e Gustavo Kanpffer.
O depoimento aconteceu de portas fechadas e a imprensa não teve acesso ao local. A rua Jaime Benévolo foi interditada. O ex-presidente da Transpetro chegou ao local em um carro com vidro fumê e entrou pela garagem, sem dar entrevista.
Em despacho publicado no dia 14 deste mês, a Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral determinou que o ex-presidente da Transpetro, José Sérgio de Oliveira Machado, fosse ouvido como testemunha na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) nº 194358.
A ação, em trâmite no Tribunal Superior Eleitoral desde dezembro de 2014, foi movida pela Coligação Muda Brasil, que teve como candidato a presidente da República nas Eleições de 2014 o senador Aécio Neves, e pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) contra a chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer.

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