quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Não à PEC 241

“Se queremos honrar o povo brasileiro e nossa própria história, votamos não à PEC 241″, afirma André Figueiredo

Para os parlamentares membros da Comissão Especial que discute a PEC 241/2016, conhecida como “PEC do teto dos gastos” pelo governo e como “PEC do fim do mundo” pela oposição, o deputado federal, André Figueiredo, afirmou ontem (18) que votar não ao entreguismo, ao rentismo e à especulação é também “honrar o povo brasileiro e nossa própria história”. Aprovada em primeiro turno no plenário da Câmara dos Deputados na última semana, a proposta estipula um limite ​para os investimentos​ sociais para os próximos 20 anos. No total, áreas essenciais como educação e saúde sofrerão um impacto de, pelo menos, R$ 345 bilhões na primeira metade de vigência do dispositivo.

Ele aproveitou para criticar a base aliada do governo que teima em se desculpar dizendo que a proposta seria uma “herança maldita”. “Afirmam por unanimidade como se não fossem também parte do governo anterior. Com exceção de poucos, todos aqui foram cúmplices em erros e acertos”, apontou.

O deputado, que também fez oposição à política econômica implementada durante o governo de Dilma Rousseff, revelou que enxerga na PEC 241 a faceta mais cruel do novo-capitalismo, quando estados e governos se rendem à pressão de bancos esquecendo da população. ”Um dia a História realmente será o grande tribunal dos que votarem a favor da PEC 241. Os crimes na História eles não prescrevem. É uma grande maldade com essa geração, com as futuras gerações que por 20 anos verão seu país definhar”, resumiu.

​No primeiro turno, a PEC foi aprovada por 366 votos. Agora a proposta depende da aprovação em segundo turno, por no mínimo 308 votos, para ser enviada à apreciação do Senado.

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