quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Bombou na rede e destronou o Japonês de Federal

"Me chama de Cunha e me leva". Polícia 'hipster' é sensação do Brasil

Uma das imagens partilhadas pelo agente no Instagram
Agente de cabelo preso, barba e 'jeans' chamou a atenção durante a detenção do ex-presidente da Câmara dos Deputados
Na quarta-feira, Eduardo Cunha, antigo líder da Câmara dos Deputados do Brasil, foi detido nas imediações do prédio onde vive, em Brasília. A ordem de detenção foi do juiz Sérgio Moro, responsável pela operação Lava-Jato, e rapidamente as imagens que mostravam o ex-deputado a ser escoltado por agentes da Polícia Federal circularam na comunicação social brasileira.
Mas, apesar da prisão do homem que foi o principal responsável pelo início do impeachment de Dilma Rousseff, poucas horas depois a principal questão que os brasileiros - sobretudo as brasileiras - colocavam era só uma: quem era o polícia de barba aparada, cabelo preso num coque, jeans e t-shirt que acompanhava Cunha?
As primeiras imagens da detenção de Cunha onde, logo atrás do deputado, surge o "Hipster da Federal"
A busca começou nas redes sociais e deu frutos: horas depois, já todos sabiam que o agente era Lucas Valença, de 30 anos, com uma conta no Instagram cujo número de seguidores subiu exponencialmente em pouco tempo. Esta quinta-feira, a conta de Valença já vai nos 146 mil seguidores.
Nas imagens que partilha no Instagram, Valença mostra pormenores do dia-a-dia, sem revelar a atividade profissional. Segundo a imprensa brasileira, o "hipster da Federal" - nome pelo qual ficou já conhecido - mora em Brasília e é polícia desde 2012. E tem arrancado suspiros, reunindo em pouco tempo uma enorme legião de fãs graças aos atributos físicos que exibe nas fotografias que coloca nas redes sociais.
No Twitter, houve quem mesmo quem ironizasse e pedisse para ser "preso" pelo agente: "Me chama de Cunha e me leva". Outros perguntavam, brincando, se as imagens da detenção de Cunha eram, afinal, de um vídeo de uma boy band.
Esta não é a primeira vez que, no Brasil, um agente é catapultado para a ribalta depois de ser visto em operações policiais: na operação Lava-Jato, ficou já famoso Newton Ishii, apelidado de "Japonês da Federal" ou "japonês bonzinho", porque aparecia sempre ao lado de empreiteiros, operadores financeiros e políticos detidos.
A fama de Ishii traduziu-se, inclusive, no tema de uma música, assinada pelo advogado e compositor Thiago Vasconcelos de Souza, que incluía o trecho: "Ai meu Deus, me dei mal. Bateu a minha porta o japonês da Federal". Mas o célebre "japonês bonzinho" viria, também ele, a ser detido meses depois, pelo crime de facilitação de contrabando.

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