quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Tremor na Italia já mata 120

120 mortos no sismo em Itália

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Amatrice e Accumoli são as localidades mais afetadas na região central de Itália
O primeiro-ministro italiano, Mateo Renzi, anunciou esta tarde que há pelo menos 120 vítimas mortais na sequência do sismo de magnitude 6,2 na escala de Richter que sacudiu o centro de Itália na madrugada desta quarta-feira. Há pelo menos 368 feridos. Mateo Renzi revelou que estes números não são finais. E prometeu que "nenhuma família, nenhuma cidade, nenhum povoado será deixada para trás" pela ajuda do governo.
Há várias dezenas de desaparecidos e muitas crianças perderam a vida.
O terramoto, que ocorreu às 03:36 (02:36 em Lisboa), a sudeste de Norcia, cidade da província de Perugia, na região da Umbria, teve o epicentro a dez quilómetros de profundidade, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que monitoriza a atividade sísmica mundial. O sismo foi seguido de diversas réplicas de 5,5 e 4,6 e 4,3, perto de Amatrice e de Norcia, e a principal, de 6, sentiu-se em Roma, a aproximadamente 150 quilómetros de distância. Há relatos de que o abalo tenha sido sentido desde Rimini, no centro norte, até Nápoles, no sul de Itália. Mais de uma centena de réplicas foram registadas até às primeiras horas da manhã. O cenário é desolador na região: casas completamente arrasadas, localidades inteiras soterradas nos escombros.

Uma imagem aérea de Amatrice, fornecida às agências pelos bombeiros locais
O secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, disse à agência Lusa que, até ao momento, não há registo de portugueses entre as vítimas do terramoto em Itália.
Sergio Pirozzi, o presidente da câmara de Amatrice, na província de Rieti, na região de Lazio, afirmou que "metade da cidade desapareceu" na sequência do tremor de terra. As cidades mais afetadas pelo abalo serão Accumoli, Amatrice, Posta e Arquata del Tronto. Accumoli tem aproximadamente 700 habitantes, enquanto Amatrice cerca de 2000.
Segundo um repórter da agência Reuters, o hospital de Amatrice foi severamente danificado pelo sismo e os doentes tiveram de ser transportados para a rua. É na via pública que estão também a ser assistidos os feridos do terramoto. A RAI, televisão pública italiana, indica que duas jovens afegãs, que serão requerentes de asilo, estão desaparecidas nos escombros, tal como dezenas de outros residentes da povoação. O acesso por automóvel à cidade faz-se através de uma ponte que está em situação instável, obrigando os serviços de socorro a procurar trajetos alternativos e atrasando as operações de resgate.
O terramoto ocorreu muito perto de Aquila, onde um sismo de magnitude 6,3 causou, em 2009, mais de 300 mortos e devastou a região de Abruzos. Amatrice fica a apenas 50 quilómetros.
Os feridos mais graves de Amatrice estão a ser transportados de helicóptero para os hospitais de Aquila e Roma.


O governo italiano está a acompanhar e monitorizar a situação. O ministro italiano das Infraestruturas, Graziano Delrio, foi o primeiro a deslocar-se para a região e foram mobilizados meios de socorro de Roma. O exército também participa nas operações de salvamento e resgate. A polícia está em força nas ruas, não apenas para prestar apoio mas para prevenir situações de roubo ou pilhagem nos edifícios afetados pelo sismo.
Numa declaração ao final da manhã, o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, anunciou que estará ainda na tarde desta quarta-feira na região afetada pelo terramoto, agradecendo em nome de todos os italianos a quem "escavou com as mãos despidas, a quem coordenou as primeiras fases da emergência que são sempre as mais difíceis, a todos aqueles que tirando uma pessoa dos escombros demonstraram quanto é grande o peso do voluntariado e da proteção civil". Assinalando que "o trabalho continua", Renzi sublinhou que a Itália deve preparar-se para as "próximas horas, os próximos dias e semanas".
O comissário europeu para a ajuda humanitária e gestão de crise, Christos Stylianides, escreveu no Twitter que a União Europeia está pronta a ajudar a Itália, endereçando condolências às famílias das vítimas.


O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, também já escreveu ao primeiro-ministro italiano para expressar solidariedade e reforçar que a UE está pronta a intervir.


O presidente italiano, Sergio Mattarella, que estava de férias em Palermo, já regressou a Roma e emitiu entretanto um comunicado, lamentando as vítimas do sismo e agradecendo os esforços das autoridades. O Vaticano enviou entretanto uma equipa de seis bombeiros para auxiliar nas operações de resgate nas zonas mais afetadas.


Atividade sísmica em Itália: complexidade local em zona de convergência de placas
O território italiano é afetado pela convergência entre a placa africana e a placa euro-asiática. A zona de fronteira entre as duas placas tem inúmeras falhas, formando um sistema que pode ser traçado desde os Açores até aos Himalaias.
A colisão, que começou há milhões de anos, originou a formação de cadeias montanhosas como os Alpes, por exemplo, e esse movimento provoca também a acumulação de tensão nas inúmeras falhas - quando a rocha não suporta mais tensão há roturas e sismos.
Em Itália existe uma complexidade local, com uma geometria bastante complicada, que faz com que a atividade sísmica seja mais intensa.
Em sismos como o desta noite, a destruição é grande porque a rotura teve início a 10 quilómetros
de profundidade, ou seja, o foco foi muito superficial, o que significa que o abalo é maior. Por outro lado,
ocorrer durante a noite é sempre um fator agravante, porque aumenta a probabilidade de causar vítimas.
Papa adia discurso e reza pelas vítimas
O Papa Francisco adiou esta quarta-feira o discurso que tinha preparado para a audiência geral semanal no Vaticano e rezou com a multidão que assistia, na Praça de São Pedro, pelas vítimas do sismo. "Ouvi o presidente da Câmara de Amatrice dizer que a cidade não existe e que há crianças entre as vítimas. Estou profundamente triste", disse o Papa aos milhares de fiéis em Roma, pedindo-lhes que rezassem com ele por todos os afetados.
Marcelo enviou mensagem de condolências
O Presidente da República enviou já uma mensagem de condolências ao homólogo italiano, Sergio Mattarella, na sequência do sismo que, até agora, fez 38 vítimas mortais. O texto desta mensagem de Marcelo Rebelo de Sousa foi colocado online no site da Presidência:
"Senhor Presidente, comé a maior tristeza que, em nome do Povo Português e em meu próprio, apresento a Vossa Excelência e por esta via aos familiares das vítimas, as mais sentidas e sinceras condolências pela crise sísmica que provocou dezenas de mortes e feridos na região centro de Itália. Quero transmitir a Vossa Excelência a solidariedade de todos os Portugueses para com o povo italiano e, em particular, para os habitantes das cidades mais afetadas por este sismo".

1 / 14m A polícia italiana divulgou no Twitter imagens recolhidas de helicóptero das zonas mais afetadas.
O terramoto ocorreu muito perto de Aquila, onde um sismo de magnitude 6,3 causou, em 2009, mais de 300 mortos e devastou a região de Abruzos. Amatrice fica a apenas 50 quilómetros.
Os feridos mais graves de Amatrice estão a ser transportados de helicóptero para os hospitais de Aquila e Roma.
O governo italiano está a acompanhar e monitorizar a situação. O ministro italiano das Infraestruturas, Graziano Delrio, foi o primeiro a deslocar-se para a região e foram mobilizados meios de socorro de Roma. O exército também participa nas operações de salvamento e resgate. A polícia está em força nas ruas, não apenas para prestar apoio mas para prevenir situações de roubo ou pilhagem nos edifícios afetados pelo sismo.
Numa declaração ao final da manhã, o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, anunciou que estará ainda na tarde desta quarta-feira na região afetada pelo terramoto, agradecendo em nome de todos os italianos a quem "escavou com as mãos despidas, a quem coordenou as primeiras fases da emergência que são sempre as mais difíceis, a todos aqueles que tirando uma pessoa dos escombros demonstraram quanto é grande o peso do voluntariado e da proteção civil". Assinalando que "o trabalho continua", Renzi sublinhou que a Itália deve preparar-se para as "próximas horas, os próximos dias e semanas".
O comissário europeu para a ajuda humanitária e gestão de crise, Christos Stylianides, escreveu no Twitter que a União Europeia está pronta a ajudar a Itália, endereçando condolências às famílias das vítimas.
O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, também já escreveu ao primeiro-ministro italiano para expressar solidariedade e reforçar que a UE está pronta a intervir.
O presidente italiano, Sergio Mattarella, que estava de férias em Palermo, já regressou a Roma e emitiu entretanto um comunicado, lamentando as vítimas do sismo e agradecendo os esforços das autoridades. O Vaticano enviou entretanto uma equipa de seis bombeiros para auxiliar nas operações de resgate nas zonas mais afetadas.
Atividade sísmica em Itália: complexidade local em zona de convergência de placas
O território italiano é afetado pela convergência entre a placa africana e a placa euro-asiática. A zona de fronteira entre as duas placas tem inúmeras falhas, formando um sistema que pode ser traçado desde os Açores até aos Himalaias.
A colisão, que começou há milhões de anos, originou a formação de cadeias montanhosas como os Alpes, por exemplo, e esse movimento provoca também a acumulação de tensão nas inúmeras falhas - quando a rocha não suporta mais tensão há roturas e sismos.
Em Itália existe uma complexidade local, com uma geometria bastante complicada, que faz com que a atividade sísmica seja mais intensa.
Em sismos como o desta noite, a destruição é grande porque a rotura teve início a 10 quilómetros
de profundidade, ou seja, o foco foi muito superficial, o que significa que o abalo é maior. Por outro lado,
ocorrer durante a noite é sempre um fator agravante, porque aumenta a probabilidade de causar vítimas.
Papa adia discurso e reza pelas vítimas
O Papa Francisco adiou esta quarta-feira o discurso que tinha preparado para a audiência geral semanal no Vaticano e rezou com a multidão que assistia, na Praça de São Pedro, pelas vítimas do sismo. "Ouvi o presidente da Câmara de Amatrice dizer que a cidade não existe e que há crianças entre as vítimas. Estou profundamente triste", disse o Papa aos milhares de fiéis em Roma, pedindo-lhes que rezassem com ele por todos os afetados.
Marcelo enviou mensagem de condolências
O Presidente da República enviou já uma mensagem de condolências ao homólogo italiano, Sergio Mattarella, na sequência do sismo que, até agora, fez 38 vítimas mortais. O texto desta mensagem de Marcelo Rebelo de Sousa foi colocado online no site da Presidência:
"Senhor Presidente, comé a maior tristeza que, em nome do Povo Português e em meu próprio, apresento a Vossa Excelência e por esta via aos familiares das vítimas, as mais sentidas e sinceras condolências pela crise sísmica que provocou dezenas de mortes e feridos na região centro de Itália. Quero transmitir a Vossa Excelência a solidariedade de todos os Portugueses para com o povo italiano e, em particular, para os habitantes das cidades mais afetadas por este sismo".
Accumoli, a situação é igualmente grave: "É um desastre. Não temos luz nem telefones", afirmou Stefano Petrucci, o autarca da localidade, onde também haverá turistas bloqueados sob as ruínas de um hotel. "Agora que há luz do dia, vemos que a situação é ainda mais terrível do que temíamos, com edifícios que colapsaram, pessoas debaixo dos escombros e nem sinal de vida". A circulação está dificultada devido aos desníveis causados pelo sismo em pelo menos dois viadutos que dão acesso a Accumoli. Nesta povoação, uma família de quatro pessoas, com duas crianças, morreu soterrada debaixo dos escombros da casa que ficou em ruínas, relata o jornal italiano La Reppublica.

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