domingo, 7 de agosto de 2016

O Interino seria capaz de algo assim?

Odebrecht delatará doação via caixa 2 após pedido de Temer, afirma revista


Diego Padgurschi -30.jul.2016/Folhapress
Rio de Janeiro,RJ,Brasil 30.07.2016 O Presidente interino Michel Temer inaugura a linha 4 do Metro. Temer discursa na estacao Jd Oceanico. (Foto: Diego Padgurschi / Folhapress - cod 1394) ***DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM***
O presidente interino, Michel Temer (PMDB)

Executivos da Odebrecht devem apresentar à Lava Jato, caso tenham a delação premiada homologada, documento com relato de que o presidente interino da República, Michel Temer, pediu "apoio financeiro" para o PMDB à empreiteira, que teria repassado R$ 10 milhões em dinheiro vivo a integrantes do partido em 2014, informa a revista "Veja" na edição deste sábado (8).
Segundo a publicação, em acordo para a delação a Odebrecht informou que contabilizou a doação ao PMDB em seu "caixa paralelo".
A contribuição teria sido pedida a Marcelo Odebrecht, então presidente da empresa, em maio de 2014, quando Temer ainda ocupava a vice-presidência, em um jantar no Palácio do Jaburu, do qual também teria participado o ministro-chefe da Casa Civil Eliseu Padilha (PMDB-RS).
Entre agosto e setembro de 2014 teriam sido repassados R$ 4 milhões a Padilha e R$ 6 milhões ao presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) Paulo Skaf, que à época disputava a eleição estadual para o governo paulista.
De acordo com a "Veja", a delação aponta que os valores destinados ao PMDB foram registrados nas contas de um setor da Odebrecht denominado "setor de operações estruturadas", que seria especializado no pagamento de propinas.
O site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aponta, que de setembro a outubro, de 2014, a empreiteira fez três doações ao diretório nacional do PMDB, que totalizaram R$ 11,3 milhões.
Marcelo Odebrecht foi detido em uma das fases da Lava Jato e está preso em Curitiba desde junho do ano passado sob suspeita de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras.
Executivos da empresa estão sendo ouvidos pela força-tarefa da Lava Jato. Após o término dos depoimentos, a delação premiada ainda dependerá da aprovação da Justiça para ser usada nas investigações e processos do caso.
OUTRO LADO
A assessoria de Temer informou que "o presidente se reuniu com Marcelo Odebrecht em 2014, quando trataram sobre auxílio financeiro a campanhas do PMDB, conforme era permitido pela legislação em vigor naquele período".
"Todas e quaisquer contribuições da Odebrecht foram posteriormente declaradas ao Superior Tribunal Eleitoral. Não houve nada além disso", segundo a assessoria.
Procurada pela Folha, a assessoria de Padilha não se manifestou. A revista "Veja" relatou que, em nota, o ministro afirmou: "lembro que Marcelo Odebrecht ficou de analisar a possibilidade de aportar contribuições de campanha para a conta do PMDB, então presidido pelo presidente Michel Temer".
A "Veja" informou também que o ministro negou o recebimento de valores da Odebrecht e que a assessoria dele relatou que Padilha não foi candidato em 2014 e por isso não chegou a fazer solicitações de recursos.
A assessoria de Skaf relatou que o presidente da Fiesp "não participou, nem organizou, e muito menos foi o mentor, de qualquer jantar do então vice-presidente Michel Temer com o empresário Marcelo Odebrecht. A existência desse jantar lhe era desconhecida até a publicação da matéria [da "Veja"]".
De acordo com a assessoria, Skaf "jamais recebeu qualquer doação eleitoral não contabilizada da Odebrecht ou de qualquer outra empresa. Todas as doações recebidas por sua campanha estão devidamente registradas na Justiça Eleitoral".

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Capa do jornal OEstado Ce