quarta-feira, 27 de julho de 2016

Pagando a pisada na bola

"Hillary nunca ficou satisfeita com o status quo", diz Bill Clinton.

 Em discurso com tom pessoal, ex-presidente dos EUA elogia a esposa por sua defesa pela justiça social e determinação. Se candidata democrata for eleita, ele receberá título inédito no país de primeiro-cavalheiro.
Ao discursar na convenção democrata nesta terça-feira (26/07), o ex-presidente americano Bill Clinton fez uma espécie de declaração de amor à esposa e agora candidata oficial do partido à Casa Branca, Hillary Clinton. Ele a elogiou como "uma líder natural" e alguém que luta há muito tempo pela justiça social.

"Na primavera de 1971, eu conheci uma garota", começou o político. Nos 42 minutos de discurso no evento na Filadélfia, Bill passou do pedido de casamento a festas de Halloween, deixando de fora momentos mais difíceis como o escândalo Monica Lewinsky e o processo de impeachment do qual conseguiu se salvar.
Bill definiu Hillary como uma heroína liberal, que lutou por reformas na educação, na saúde e nos direitos civis. "A primeira vez que a vi estávamos numa aula de direitos civis e políticos. Ela tinha os cabelos loiros e grandes, óculos grandes, não usava maquiagem e tinha um sentido de força e segurança em si mesma que me pareceu magnético", contou Bill, remetendo aos tempos em que os dois estudaram Direito juntos.
"Esta mulher nunca ficou satisfeita com o status quo em nada. Ela sempre quer jogar a bola para frente. Ela é assim", prosseguiu o político, pouco depois de a esposa se tornar a primeira mulher a concorrer à Casa Branca por um dos dois grandes partidos americanos.
"Alternativa caricata"
Após uma dura batalha contra o correligionário Bernie Sanders, Hillary foi nomeada nesta terça-feira como a concorrente do republicano Donald Trump. Bill não mencionou o nome do rival, mas se referiu a ele como "uma alternativa caricata".
"Caricaturas são bidimensionais, elas são fáceis de absorver. A vida no mundo real é complicada e mudança de verdade é algo difícil", afirmou.
No entanto, em vez de focar no rival, Bill destacou as conquistas da esposa e como elas o influenciaram. "Vivi uma longa vida completa e abençoada, que realmente decolou quando conheci e me apaixonei por aquela garota na primavera de 1971", disse o democrata, que foi presidente entre 1993 e 2001 e deixou o cargo com altos índices de aprovação.
Caso Hillary vença a corrida à Casa Branca, Bill receberá o título inédito no país de primeiro-cavalheiro, o que significa que ele poderia voltar a Washington pela última vez. Assessores afirmam que o político não vai ganhar um cargo no gabinete da esposa caso ela for eleita presidente.
Hillary, no entanto, deixou claro que seu conselheiro mais próximo continuaria envolvido em seu governo, provavelmente desempenhando um papel na administração da economia do país. Eles continuam sendo um pacote "dois em um", como disse Bill durante sua primeira campanha à presidência. Mas na noite desta terça-feira, ele deu indícios de que ela talvez esteja finalmente recebendo sua parte do acordo.
"Casei com minha melhor amiga. E realmente esperava que me escolher e rejeitar meus conselhos para seguir a própria carreira fosse uma decisão da qual ela nunca se arrependeria", concluiu.
LPF/ap/rtr/efe

 

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