quinta-feira, 14 de julho de 2016

Cunha outra vez na linha de tiro

CCJ abre sessão para votar recurso de Eduardo Cunha contra cassação

Foi aberta por volta das 9h20 mais uma reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para decidir sobre o recurso do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) contra a decisão do Conselho de Ética, que, no mês passado, aprovou a cassação de seu mandato.
Presente nesta manhã sem a companhia do advogado, Cunha pediu logo após o início da sessão que fosse verificado se o quórum de 38 deputados presentes representava a pluralidade de blocos partidários. Caso contrário, ele alertou que a reunião da CCJ deveria ser remarcada. O requerimento de Cunha sobre esse assunto ainda será votado.

É a terceira reunião em que a CCJ tenta votar o parecer do relator Ronaldo Fonseca (PROS-DF), que acolheu um dos 16 questionamentos feitos por Cunha sobre o processo no Conselho de Ética e recomendou uma nova votação naquele colegiado, desta vez, de forma eletrônica e não nominal ao microfone, como ocorreu.
Cunha terá ainda a oportunidade de reforçar sua defesa na CCJ, antes que os parlamentares possam votar pela aprovação ou não do parecer do relator Fonseca.
Adiamento
Ontem (13), após sete horas de discussões e tentativas de obstrução por parte de deputados aliados de Cunha, a votação acabou adiada mais uma vez. O presidente da CCJ, Osmar Serraglio (PMDB-BA) alegou a “manipulação do horário” para o início eleição para presidente da Câmara como razão para o adiamento.
A eleição do presidente estava marcada inicialmente para as 16h de ontem, mas teve o horário alterado por diversas vezes pelo presidente interino Waldir Maranhão (PP-MA). A sessão plenária acabou sendo iniciada às 17h30, prolongando-se até a madrugada. Por 285 votos, Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi escolhido para suceder Cunha na presidência da Casa.
Manobras de aliados
Durante toda a sessão de ontem da CCJ, aliados de Eduardo Cunha manobravam para estender os debates e, com isso, fazer com que a sessão tivesse de ser interrompida. Ao mesmo tempo, parlamentares monitoravam o início da sessão do plenário da Câmara de Deputados para a votação do presidente da Casa. Pelo regimento, as sessões das comissões devem ser suspensas quando tem início a sessão no plenário da Câmara.
Apenas duas horas e meia após o início da sessão o presidente da comissão, Osmar Serraglio (PMDB-PR), começou a chamar os oradores inscritos para debate do relatório. Durante todo o tempo, aliados de Cunha manobravam para retardar o trabalho da comissão.
O deputado Hugo Motta (PMDB-PB) chegou a pedir a leitura da ata da reunião anterior, de terça-feira (13). Motta também apresentou dois requerimentos - um para retirar de pauta o parecer de Fonseca e outro para fazer votação nominal desse pedido. Os dois foram rejeitados pela comissão.
Outros aliados de Cunha tentam atrasar o trabalho da comissão. O deputado Carlos Marun (PMDB-MS) chegou a pedir ao presidente do colegiado a suspensão da reunião, sob o argumento de que os parlamentares precisam almoçar.
Com Agência Brasil

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