segunda-feira, 30 de novembro de 2015

COP 21

Seis pontos polêmicos do discurso de Dilma em Paris, e as reações de ambientalistas

Luiza Bandeira
Enviada especial da BBC Brasil a Paris
O que é fato (e o que não é) no discurso da presidente na COP-21, conferência global sobre clima.
Sob o impacto de duas más notícias na área ambiental, o desastre de Mariana (MG) e o aumento nos índices de desmatamento, a presidente Dilma Rousseff fez na Conferência do Clima da ONU um discurso correto – mas generalista e até um pouco acanhado, na avaliação de especialistas.
"A ação irresponsável de uma empresa provocou recentemente o maior desastre ambiental da história do Brasil, na grande bacia hidrográfica do rio Doce. Estamos reagindo ao desastre com medidas de redução de danos, apoio às populações atingidas, prevenção de novas ocorrências e também punindo severamente os responsáveis por essa tragédia", disse a presidente na COP-21, que a partir desta segunda reúne 150 chefes de Estado em Paris.
No discurso, Dilma também citou o avanço no combate ao desmatamento no Brasil, mas não mencionou os dados divulgados na última sexta-feira – que mostraram justamente um aumento nos índices.
"É uma postura acanhada, quase constrangida, que fala do desastre de Mariana e fala de combate ao desmatamento quando os dados recentes mostram ampliação", diz Adriana Ramos, do ISA (Instituto Socioambiental).
Mas também houve acertos, dizem os ambientalistas. Entre eles, o pedido para que o acordo global do clima, a ser firmado no evento, tenha força de lei – Dilma fez a defesa de um documento "legalmente vinculante", quer dizer, de cumprimento obrigatório, com revisão a cada cinco anos.
Confira cinco pontos do discurso da presidente brasileira em que vale a pena prestar atenção:

1) Desmatamento

"As taxas de desmatamento na Amazônia caíram cerca de 80% na última década", disse Dilma em Paris.
Isso é verdade, mas a presidente não mencionou que, entre 2014 e 2015, houve um aumento de 16% no índice – a área desmatada corresponde a cinco vezes à da cidade de São Paulo.
"O Brasil não consegue mais falar de algo que vai fazer de bom, fica só evidenciando o que aconteceu nos últimos dez anos. A previsão para os próximos 15 anos, que é o período de que trata o plano, não traz nada de bom para a área florestal. A lei é fraca, permite muito desmatamento", afirma Marcio Astrini, do Greenpeace Brasil.
O plano apresentado pelo país para colaborar com a mudança no ritmo do aquecimento global promete acabar com o desmatamento ilegal na Amazônia até 2030, o que Astrini e outros especialistas criticam. Para eles, se há práticas ilegais, já é uma obrigação do governo combatê-las.
"Ela nem deveria falar de desmatamento ilegal, ainda mais só em 2030. O Brasil tem condições de fazer isso muito mais rapidamente", avalia Paulo Barreto, do Imazon.

2) Energia

"Todas as fontes de energias renováveis terão sua participação em nossa matriz energética ampliada, até alcançar, em 2030, 45%", afirmou Dilma, falando sobre o plano apresentado pelo Brasil.
Mas, para os ambientalistas, a fala não condiz com a realidade. "Não acontece na prática, 70% dos investimentos do plano decenal (para dez anos) de energia do Brasil são para combustíveis fósseis. Pelo plano, a gente chega em 2030 com participação de energias renováveis muito parecida com o que temos hoje", diz Astrini.
"Não tem nenhuma grande revolução, isso segue a tendência atual", completa Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima.

3) Acordo, revisão e metas

A presidente Dilma pediu que o acordo de Paris seja legalmente vinculante, ou seja, que tenha força de lei. Além disso, defendeu uma "revisão quinquenal" nos planos dos países e destacou que o brasileiro fala em termos absolutos.
"Nunca ouvi isso (legalmente vinculante) tão explicitamente na boca da presidente. É muito importante falar isso aqui. E pedir a revisão a cada cinco anos também", diz Astrini, do Greenpeace.
A questão da obrigatoriedade do acordo encontra resistência nos Estados Unidos, já que um tratado teria de ser aprovado pelo Senado norte-americano, de maioria republicana (oposição ao governo do democrata Barack Obama).
Já a revisão das metas a cada cinco anos é importante porque, até o momento, os planos nacionais não conseguem limitar o aquecimento global a 2°C acima dos níveis pré-industriais. A expectativa é que, com essas revisões, surjam metas mais ambiciosas e esse problema seja corrigido.
"Ela também fez um chamado para que países entreguem metas absolutas, não vinculadas ao crescimento de PIB ou outros fatores econômicos, como está no plano do Brasil", completou Astrini.

4) Redd+

Durante o discurso, Dilma também falou sobre o Redd+, mecanismo que permite a remuneração daqueles que combatem o desmatamento.
"Nosso esforços de combate ao desmatamento ilegal na Amazônia ganham agora um novo patamar de ação com a adoção da estratégia nacional da Redd+. O Brasil já preenche todos os mecanismos da convenção do clima para tornar-se beneficiário desse mecanismo", disse Dilma.
Mas os ambientalistas dizem que a estratégia não está pronta. "O governo publicou na sexta-feira a criação de uma comissão para analisar isso", diz Adriana, do ISA.
"Esta estratégia, em discussão há mais de cinco anos em Brasília, existe apenas nas intenções do governo. Ainda nem sequer foi colocada em consulta pública", complementa Rittl.

5) Responsabilidade

A presidente afirmou em sua fala que o plano do Brasil tem como meta reduzir as emissões em 43% no período entre 2005 e 2030. "Ela é, sem dúvida, muito ambiciosa e vai além da nossa responsabilidade pelo aumento da temperatura média global", afirmou Dilma.
Mas, para Rittl, isso não é verdade. Ele diz que, apesar de o Brasil ter uma meta ambiciosa em relação a outras economias em desenvolvimento, nem o país nem nenhum outro está fazendo o suficiente.
"Se todo mundo fizesse um esforço proporcional ao do Brasil, o aquecimento ainda ficaria acima de 2ºC. Pensar assim é péssimo para o resultado da negociação, os países não podem achar que estão fazendo o suficiente se a meta não foi atingida", diz Rittl.

6) Medidas de implementação

No discurso, Dilma citou também a forma como as medidas para impedir o aumento da temperatura global serão implementadas.
Trata-se de um grande tema das discussões sobre clima: os países em desenvolvimento lutam para que os desenvolvidos – que já poluíram muito para chegar onde estão agora – ajudem a financiá-los na transição para uma economia menos poluente, para evitar que isso prejudique seu avanço.
"Os meios de implementação do novo acordo, financiamento, transferência de tecnologia e capacitação devem assegurar que todos os países tenham as condições necessárias para alcançar o objetivo", disse a presidente.
Essas formas de implementação, segundo Astrini, devem ser uma questão-chave da conferência, já que o que está em jogo não são as metas – pois cada país já apresentou as suas, voluntariamente.
"Significa que o Brasil vai se juntar fortemente a países como China e Índia para que eles cobrem dos desenvolvidos colocar mais dinheiro na mesa", diz o especialista.

COP 21

Dilma pede acordo climático "ambicioso" e cita desmatamento como desafio

A presidente Dilma Rousseff afirmou na tarde desta segunda-feira (30) que o acordo entre os países que participam da COP-21 “tem que ser ambicioso” para que seja possível limitar o aumento da temperatura do planeta em 2°C. No caso do Brasil, a presidente disse que os maiores desafios para alcançar as metas são zerar o desmatamento ilegal até 2030 e encontrar uma maneira de compensar o desmatamento legal. “Nós aceitamos que haja um desmatamento legal. Como compensaremos esse desmatamento legal? Através desse processo de reflorestamento e de recuperação de pastagens degradadas”, afirmou.Com base em dados de 2005, os objetivos do Brasil são: reduzir 43% das emissões de gases de efeito estufa até 2030, plantar e recuperar 2 milhões de hectares de florestas e recuperar o solo de 15 milhões de hectares de pastagens degradadas.

CPO 21

"O nosso acordo não pode ser um simples resumo das melhores intenções de todos", diz Dilma

  • Francois Mori/AP
A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta segunda-feira (30), em seu discurso na 21ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 21), em Paris, a adoção de um acordo global contra as mudanças climática que seja "legalmente vinculante", ou seja, que tenha caráter compulsório para os países signatários. Em sua declaração, Dilma classificou ainda incidente na bacia hidrográfica de Mariana como "o maior desastre ambiental da história do Brasil", culpando "empresas" que serão "punidas severamente".
O discurso da chefe de Estado brasileira foi feito ao mesmo tempo em que a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, falaram em outras salas, o que dissipou sua audiência. "Estamos aqui em Paris para construir uma resposta conjunta que só será eficaz se for coletiva e justa", argumentou a presidente. "A melhor maneira de construir soluções comuns é a nossa união em torno de um acordo justo, universal e ambicioso que limite nesse século a elevação da temperatura média global a 2ºC."
Foi nesse momento que a brasileira defendeu que o acordo de Paris, que substituirá o Protocolo de Kyoto como grande marco legal da luta contra as mudanças climáticas, tenha caráter obrigatório.
"Devemos construir um acordo que seja também, e fundamentalmente, legalmente vinculante", afirmou. "O nosso acordo não pode ser um simples resumo das melhores intenções de todos. Ele definirá caminhos e compromissos que devemos percorrer para juntos vencermos o desafio planetário do aquecimento global."
O discurso deixa nas entrelinhas a porta entreaberta para que o Brasil apoie a proposta de um acordo que tenha cláusulas obrigatórias, e outras sem esse caráter. Essa é a tendência indicada pela secretária-executiva da Convenção das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), Christiana Figueres.

Conta de chegada



Semana da Justiça pela Paz em Casa começa nesta segunda-feira

A III Semana da Justiça pela Paz em Casa começa nesta segunda-feira (30/11) e segue até a próxima sexta (04/12) em todo o Estado. Até o momento, estão agendadas 559 audiências, sendo identificadas 343 de instrução e 169 preliminares.

A Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) agendou audiências até esta sexta-feira (27/11). Além de Fortaleza, outras 29 comarcas participarão da força-tarefa.

Para a coordenadora, desembargadora Sérgia Mendonça, o evento significa muito. “A resposta célere e eficaz da Justiça a estes crimes contribui para o fortalecimento de uma cultura de gênero equitativa, coibindo a perpetuação da subordinação feminina dentro e fora do espaço doméstico, além de evitar maiores sequelas emocionais nos menores envolvidos”, concluiu.

Só em Fortaleza, o Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher agendou 240 audiências. A unidade suspendeu atendimento ao público geral durante a semana para priorizar os processos da campanha.

A última edição da Semana Justiça pela Paz em Casa aconteceu entre os dias 3 e 7 de agosto deste ano. A primeira ocorreu de 9 a 13 de março. A mobilização é uma iniciativa do Supremo Tribunal Federal (STF), que prioriza a tramitação de ações em que a mulher seja vítima de violência doméstica, principalmente as de homicídio.

COP-21

Hollande alerta para aquecimento global e terror na abertura da COP-21

O presidente da França, François Hollande, afirmou nesta segunda-feira (30), na cerimônia de abertura da COP-21, que o combate ao terrorismo e ao aquecimento global merecem a mesma atenção das autoridades.
"Não estou escolhendo entre a luta contra o terrorismo e a luta contra o aquecimento global. Esses são dois grandes desafios que devemos superar. Devemos deixar nossas crianças em um mundo livre do terror e fornecer um planeta protegido de desastre, um planeta viável para viver", afirmou o dirigente francês.
Cerca de 150 chefes de Estado e de governo, entre eles a presidente Dilma Rousseff, se reúnem nesta segunda em Paris para o início da Conferência do Clima da ONU. O encontro diplomático termina no dia 11 de dezembro, quando os países pretendem chegar a um acordo de cumprimento de metas climáticas.

Thibault Camus/Associated Press
French President Francois Hollande delivers his speech at the opening ceremony of the COP21, United Nations Climate Change Conference, in Le Bourget, outside Paris, Monday, Nov. 30, 2015. (AP Photo/Thibault Camus, Pool) ORG XMIT: XTC104
Hollande discursa na cerimônia de abertura da COP-21, em Paris
Segundo Hollande, nenhum país deve se abster de seus compromissos em combater o aquecimento global. "Precisamos construir um caminho crível para o limite de aquecimento global abaixo de 2 ºC ou 1,5 ºC, se possível. Para termos certeza de que estamos no caminho certo, temos de oferecer avaliações regulares, e estabelecer mecanismos de revisão que correspondam com nossos compromissos a cada cinco anos", declarou.
A COP-21 começa sob desconfiança. Não se sabe se os líderes chegarão a um consenso para aprovar um documento com força de lei, o chamado "acordo legalmente vinculante", em que os países seriam obrigados a cumprir as metas estabelecidas. Em entrevista no domingo (29), a secretária-executiva do encontro, Christiana Figueres, garantiu que esse acordo será atingido, apesar da resistência de países estratégicos, como os Estados Unidos.
TENSÃO
A conferência, realizada na região de Le Bourget, no subúrbio de Paris, ocorre 17 dias depois dos atentados terroristas que mataram 130 pessoas na capital francesa. Em razão dos ataques, a França montou uma operação nunca vista antes para o evento da ONU, sobretudo por causa da presença de chefes de Estado nesta segunda, entre os quais os presidentes americano, Barack Obama, e russo, Vladimir Putin, dois que lideram ataques militares contra o Estado Islâmico, facção extremista que reivindicou os atentados de Paris.
Um minuto de silêncio foi observado pelos líderes antes do discurso de abertura, em homenagem ás vítimas de atentados recentes em Paris, Beirute, Bagdá, Tunísia e Mali.
Em seu discurso, Hollande lembrou os ataques do dia 13 de novembro. "Esses trágicos eventos representam aflição, mas também uma obrigação: nos forçam a focar no que é importante. A presença de vocês aqui gera uma imensa esperança de que não temos direito de decepcionar. Aqui em Paris vamos decidir o futuro do planeta", disse o presidente francês.

E ainda tem mais essa...microcefalia


Ministério da Saúde divulga novos números de microcefalia
O Ministério da Saúde divulga nesta segunda-feira (30) o terceiro Boletim Epidemiológico, com números atualizados de casos de microcefalia, e de investigação das causas. Na ocasião, a equipe técnica do ministério irá falar sobre os casos de óbitos pelo vírus Zika, registrados na última semana no país.

A coletiva será transmitida ao vivo pela TV NBR; Blog da Saúde (www.blog.saude.gov.br), Web Rádio Saúde (webradio.saude.gov.br/radio) e pelo Twitter @minsaude.


Atualização dos casos de microcefalia no país
Data: 30 de novembro (segunda-feira)
Horário: 11 horas
Local: Sala 125, sobreloja do Ministério da Saúde - Bloco G, Esplanada dos Ministérios – Brasília (DF)

No olho do furacão

Reitor se reúne hoje, em Brasília, para tratar das atividades do Hospital Universitário e Maternidade-Escola

Informado, sexta-feira passada (27), da decisão dos gestores do Complexo Hospitalar da UFC de reduzir os atendimentos e suspender os transplantes, o Reitor Henry de Holanda Campos seguiu para Brasília, onde hoje se reúne com o Secretário de Educação Superior do MEC e o Presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). A preocupação do Prof. Henry é, em primeiro lugar, com as consequências sociais da decisão unilateral adotada pela direção daquelas unidades, considerando-se que centenas de pacientes que aguardavam vez na fila de transplantes, muitos deles em situação de risco de vida, serão prejudicados. Ademais, é certo o impacto nas atividades de pesquisa, pelas quais a UFC granjeou reconhecimento nacional e internacional.

O Reitor reconhece as dificuldades por que passam o Hospital Universitário Walter Cantídio e a Maternidade-Escola Assis Chateaubriand, mas confia em que, nos contatos agendados em Brasília, as discussões serão pautadas, sobretudo, pelo interesse público. Da mesma forma, espera que, no HUWC e na MEAC, prevalecerão o compromisso institucional dos que fazem a Universidade e a sensibilidade inerente aos profissionais da saúde, resultando em uma retomada das atividades dentro do mais breve prazo.

Contra a Aids

Fortaleza recebe atividades alusivas ao Dia Mundial de Luta contra a Aids

A Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, em
parceria com o Governo do Estado promovem nesta terça-feira (01/12), uma
série de atividades alusivas ao Dia Mundial de Luta contra a Aids. As
atividades tem início na Praça do Ferreira, às 9h, com o pronunciamento da
secretaria de Saúde de Fortaleza, Socorro Martins e do secretário de Saúde
do Estado do Ceará, Henrique Javi, seguido da abertura do Fórum do
Movimento Social de Luta contra Aids do Ceará.

Na ocasião, haverá esclarecimento de dúvidas da população entorno do tema,
apresentações artísticas, distribuição de preservativos e material
informativo. Paralelamente a essas atividades serão desenvolvidas ações
nos postos de saúde com palestras sobre os cuidados na prática do sexo
seguro e apresentação de vídeos educativos.

Fortaleza possui nove serviços de atendimento ao tratamento, sendo sete de
gestão municipal e dois em parceria com universidades privadas. O Serviço
Ambulatorial Especializado (SAE) atende pessoas vivendo com HIV/Aids
(PVHA) na Capital. Existem ainda dois SAE sobre responsabilidade do
Estado, (Hospital São José e HGF) e um ligado ao Hospital Universitário
Walter Cantídio.

Para a coordenadora da Área Técnica de DST/Aids e Hepatites Virais da SMS,
Fabiana Sales, a Prefeitura disponibiliza cada vez mais o acesso ao teste
rápido. “O que se busca hoje em Fortaleza, é que as pessoas tenham cada
vez mais acesso ao seu diagnóstico de forma precoce, garantindo-lhe, desta
maneira, uma melhor qualidade de vida. Quanto mais precocemente se conhece
a condição sorológica de uma pessoa, menor será a possibilidade de que
esse indivíduo venha a desenvolver complicações advindas da infecção pelo
HIV”, destacou Fabiana.

A SMS desenvolve ações estratégicas alinhada à proposta da Organização
Mundial da Saúde (OMS) dos 90-90-90, que propõe que 90% da população tenha
conhecimento de sua sorologia para HIV (testagem), desses, 90% estejam em
tratamento e desses outros, 90% tenham sua carga viral suprimida, o que
levaria a uma redução na transmissibilidade do vírus e complicações
decorrentes da infecção. Esse proposta prevê o controle da epidemia de
Aids até 2030.

Dia Mundial de Luta contra Aids
Data: 1º de dezembro 2015
Hora: 9h
Local: Praça do Ferreira (Rua Guilherme Rocha - Centro - Fortaleza – Ceará)

O boi está em dia

O pauteiro está recebendo em dia. OIha a manchete :

Enquanto os brasileiros sofrem com a crise, Dilma se hospeda num hotel de luxo em Paris

Queria que a Presidente ficasse na pensão da dona Fransquinha.

Deu no eliomar.com e no Eliomar eu acredito


A politicagem e a dor do cearense

Em artigo enviado ao Blog, por meio de comentário, a estudante de Enfermagem, Joana D’Arc, avalia a postura da presidente do Sindicato dos Médicos, com relação ao programa Mais Médicos. Confira:
A crise política no Brasil tem feito surgir diversos movimentos interessantes e de grande relevância para o amadurecimento da democracia brasileira. Se, por um lado, atitudes como as do Ministério Público e também da Polícia Federal têm sido louváveis, por outro, surgem figuras que fazem uso de instituições com forte cheiro de trampolim politiqueiro.
No Ceará, um caso nesse sentido é o da médica Mayra Isabel Correia Pinheiro, presidente do Sindicato dos Médicos do Estado. A cada dia vemos mais e mais a presença dela em ações midiáticas, usando a dor de milhares de cearenses que também sofrem com a sistêmica crise nacional da saúde.
É válido lembrar que não percebemos muito a presença da doutora lutando efetivamente pela melhoria dos atendimentos dos pacientes, mas sim em defesa dos interesses da categoria de seus colegas médicos.
Não vemos, por exemplo, uma grande luta para levar médicos para o interior e nem para a periferia. É bom lembrar que a doutora Mayra foi uma das que combateu duramente o programa Mais Médicos, que buscou uma solução para garantir atendimento médico aonde vivem os mais necessitados.
É importante também para a população ter conhecimento de que a doutora foi candidata a deputada federal pelo PSDB no ano passado e tem sido lançada como uma das pré-candidatas do partido à Prefeitura de Fortaleza em 2016.
O que eu acho incrível também se dá pelo fato de que a mobilização do sindicato é completamente fora de rumo. Qualquer estudante da área de saúde sabe que o SUS pressupõe acima de tudo o fortalecimento da saúde nos municípios. É preciso garantir médicos perto de onde as pessoas moram e 65% da população do Ceará se encontra no Interior.
Todo mundo também sabe que os hospitais estão lotados porque os postos de saúde do Interior não funcionam. A grande luta deveria ser a garantia de médicos no Interior, nos postos de saúde e nas UPAS.
Sinceramente, eu posso até estar errada, mas que as atitudes desta doutora Mayra tem jeito de politicagem que usa a dor de milhares de cearenses que sofrem com a crise da saúde pública, isso tem.

Opinião

Do jornal Folha de São Paulo.



janio de freitas Colunista e membro do Conselho Editorial da Folha, é um dos mais importantes jornalistas brasileiros. Analisa as questões políticas e econômicas. Escreve aos domingos e quintas-feiras.

Delcídio para nós
As dúvidas sobre a propriedade da prisão de Delcídio do Amaral, decretada por cinco ministros do Supremo Tribunal Federal, vão perdurar por muito tempo. Assim como a convicção, bastante difundida, de que a decisão se impôs menos por fundamento jurídico e equilíbrio do que por indignação e ressentimento com a crença exposta pelo senador, citando nomes, na flexibilidade decisória de alguns ministros daquele tribunal, se bem conversados por políticos.
Às dúvidas suscitadas desde os primeiros momentos, estando o ato do parlamentar fora dos casos de prisão permitida pela Constituição, continuam tendo acréscimos. O mais recente: Delcídio planejou a obstrução judicial que fundamentou a prisão, mas não a consumou. E entre a pretensão ou tentativa do crime e o crime consumado, a Justiça reconhece a diferença, com diferente tratamento.
A sonhadora reunião de Delcídio até apressou a delação premiada de Nestor Cerveró, buscada sem êxito pela Lava Jato há mais de ano. Ali ficou evidente que seu advogado Edgar Ribeiro estava contra a delação premiada. Isso decidiu o ex-diretor da Petrobras, temeroso, a encerrar aceitá-la, enfim.
Em contraposição às dúvidas sem solução, Delcídio suscitou também temas e expectativas que tocam a preocupação ou a curiosidade de grande parte da população. Sabe-se, por exemplo, que Fernando Soares, o Baiano, ao fim de um ano depositado em uma prisão da Lava Jato, cedeu à delação premiada. O mais esperado, desde de sua prisão, era o que diria sobre Eduardo Cunha e negócios com ele, havendo já informações sobre a divisão, entre os dois, de milhões de dólares provenientes de negócios impostos à Petrobras.
Informado dos depoimentos de Baiano, eis um dos comentários que o senador faz a respeito: ele "segurou para o Eduardo". Há menções feitas por Baiano que não foram levadas adiante pela escassa curiosidade dos interrogadores. Caso, por exemplo, de um outro intermediário de negociatas citado por Baiano só como Jorge, sem que fossem cobradas mais informações sobre o personagem e seus feitos. Mas saber tudo o que há de verdade ou de fantasia em torno do presidente da Câmara é, neste momento, uma necessidade institucional e um direito de todo cidadão.
Se Fernando Baiano "segurou para Eduardo Cunha", a delação e os respectivos prêmios -a liberdade e a preservação de bens- não coincidem com o que interessa às instituições democráticas e à opinião pública. E não se entende que seja assim.
Entre outras delações castigadas de Delcídio, um caso esquisito. Investigadores suíços confirmaram, lá por seu lado, que Nestor Cerveró tinha dinheiro na Suíça. Procedente de suborno feito pela francesa Alstom, na compra de turbinas quando ele trabalhava com Delcídio, então diretor Gás e Energia da Petrobras em 1999-2001, governo Fernando Henrique. A delação do multipremiado Paulo Roberto Costa incluiu o relato desse suborno. Mas a Lava Jato não se dedicou a investigá-lo e o procurador-geral da República o arquivou, há oito meses. Os promotores suíços foram em frente.
Na reunião da fuga, Delcídio soube com surpresa, por Bernardo, que Cerveró entregara o dinheiro do suborno ao governo suíço, em troca de não ser processado lá. É claro que a Lava Jato e o procurador-geral da República estiveram informados da transação. E contribuíram pela passividade. Mas o dinheiro era brasileiro. Era da Petrobras. Foi dela que saiu sob a forma de sobrepreço ou de gasto forçado. Não podia ser doado, fazer parte de acordo algum. Tinha que ser repatriado e devolvido ao cofre legítimo.
A Procuradoria Geral da República deve o esclarecimento à opinião pública, se fez repatriar o dinheiro do suborno ou por que não o fez. E, em qualquer caso, por que não investigou para valer esse caso. Foi ato criminoso e os envolvidos estão impunes. Com a suspeita de que o próprio Delcídio seja um deles, como já dito à Lava Jato sem consequência até hoje.
Mas não tenhamos esperanças. Estamos no Brasil e, pior, porque a ministra Cármen Lúcia, no seu discurso de magistrada ferida, terminou com este brado cívico: "Criminosos não passarão!" [toc-toc-toc, esconjuro] Foi o brado eterno de La Passionaria em Madri, que não tardou a ser pisoteada pelos fascistas de Franco. De lá para cá, em matéria de ziquizira, só se lhe compara aquele [ai, valei-me, Senhor] "o povo unido jamais será vencido", campeão universal de derrotas.

Por mais que cavem o Brasil não chega ao fundo do poço

Brasil se mantém no grupo dos 10 países que mais atraem investimento estrangeiro

O Brasil encerrará 2015 com cerca de US$ 65 bilhões provenientes do mercado estrangeiro na economia, mantendo-se no grupo dos 10 países que mais recebem investimentos produtivos. É o que mostram as projeções feitas pelo Banco Central e isso graças ao tamanho e potencial do mercado interno do País.
A lista das economias mais atraentes ao investimento é feita pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), que inclui no grupo China, Estados Unidos, Reino Unido, Cingapura, Rússia, Canadá, Austrália e também da cidade Estado de Hong Kong.
Os recursos vindos de outros países estão sendo direcionados no Brasil a segmentos diversos da economia como indústria de petróleo e gás, indústria extrativa, empresas do segmento de química e indústria alimentícia, setor de serviços, como as áreas de saúde e comércio, setor de telecomunicação e de energia elétrica e projetos da infraestrutura.
Nos nove primeiros meses do ano, os investimentos estrangeiros somaram US$ 48,211 bilhões; considerando um período maior, de 12 meses terminados em setembro, essa cifra está em US$ 71,807 bilhões, segundo dados do Banco Central.
Programa de infraestrutura
Para 2016, esses capitais devem se permanecer no nível atual ou aumentar. Entre os fatores que vão alavancar os negócios e manter o Brasil no radar dos investidores está a valorização do dólar frente ao real, que torna as empresas daqui baratas ao capital externo, favorecendo operações de fusão e aquisição entre o empresário nacional e o de fora do País.
Outro ponto que desperta a atenção do empreendedor estrangeiro são as oportunidades de ganhos com o Programa de Infraestrutura e Logística (PIL) do governo federal, com projetos nas áreas da infraestrutura e que movimentará R$ 200 bilhões nos próximos anos.
Entre esses projetos constam melhoria de rodovias e portos, ampliação e construção de ferrovias, expansão e edificação de aeroportos.
“No momento temos a questão do câmbio (paridade dólar/real). O Brasil se tornou barato para o investimento estrangeiro direto e o país tem tudo para ser feito”, diz o coordenador-geral de Investimentos do Ministério do Desenvolvimento (Mdic), Mário Neves.
Os países que mais investem no Brasil atualmente são Estados Unidos, China, Japão, França, Espanha e Itália.
“Temos o Programa de Infraestrutura Logística com uma série de projetos em portos, aeroportos, ferrovia e rodovias que soma R$ 200 bilhões e que tem atraído grande parcela desses investidores que olham para o Brasil com muita atenção”, acrescenta.
Neves comenta que a fase de desaceleração atual é transitória e não afeta a visão do investidor com projetos de longo prazo interessado em abrir uma empresa, construir uma fábrica ou se associar a uma empresa nacional existente.
“Esse tipo de investidor vem para o longo prazo, não olha o Brasil para 2015 ou para 2016 olha para 2050”, comenta. “Podemos estar atravessando um cenário um tanto adverso por conta da crise econômica, mas isso tem prazo, isso acaba e o país retoma sua trajetória de crescimento.”

Coluna do blog



Reestruturação do DNOCS em debate
“Debater as propostas de reestruturação do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), e definir ações estratégicas, na gestão dos recursos hídricos e na nova visão de convivência com o semiárido nordestino”, é o que propõe a audiência pública da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, da Câmara dos Deputados, a ser realizada na próxima terça-feira, amanhã,  1º de dezembro, às 14h30. O evento foi requerido pelo tucano Raimundo Gomes de Matos (PSDB/CE) que afirmou estar muito preocupado com o futuro do órgão. “Há anos vem sendo debatido propostas de reestruturação do DNOCS para o fortalecimento das políticas públicas de recursos hídricos, entretanto, o governo ainda não apresentou a Câmara uma nova proposta”, explicou. O parlamentar relata que, em 2014, houve um acordo com os Ministérios do Planejamento e da Integração Nacional, para a edição de uma minuta de uma Medida Provisória com propostas que fortalecessem o órgão. Porém, até hoje, a presidente Dilma Rousseff não a editou. Participando do evento, foram convidados o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, e o diretor da Associação dos Servidores do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Assecas), Evandro Bezerra. Faltou o deputado Raimundo Gomes de Matos convocar a Polícia Federal para pedir indiciamentos dos últimos ladrões que meteram a mão no DNOCS e esculhambaram a vida do órgão. Todo mundo sabe quem são e que ainda estão soltos.

A frase: “Se mulher for matar homem que trai, a humanidade acaba”. Resposta de ouvinte de rádio de Fortaleza à inteligente pergunta: “Você acha certo matar em defesa da honra traída?”


Cena cearense (nota da foto)
Um chafariz foi alvo de vândalos na cidade de São Luis do Curu, após 5 dias de sua inauguração. Diz o site cearaagora.com que  a caixa d’água do chafariz amanheceu crivada de balas com água jorrando pelos buracos feitos pelos disparos de arma de fogo. O capiroto tá solto. Só pode.

A loba assume dia 7
A posse de Mariana Lobo como defensora-pública geral do Ceará para o biênio 2016-2017 ocorrerá às 17 horas do próximo dia 7.

Comando feminino
Mariana Lobo é a primeira defensora-pública geral eleita pela maioria da categoria, após a aprovação no Ceará das autonomias funcional, financeira e administrativa da Defensoria Pública do Estado.

Esta mereceu
A jornalista Wânia Dummar recebeu, na Câmara Municipal, a Medalha Boticário Ferreira. Trata-se de uma das mais importantes comendas do legislativo de Fortaleza.

A Semace informa
“A empresa Ceará Energy Group Indústria de Painéis Fotovoltaicos recebeu licença prévia da Superintendência Estadual do Meio Ambiente para duas usinas solares.

Atestados
Os documentos atestam a viabilidade ambiental das usinas que foram projetadas para Acopiara e Guaraciaba do Norte, com capacidade para produzir 1 megawatt  de energia cada.

Pra pensar na semana
Não deixe para amanhã, o que você pode deixar para lá. Da série, atualizando os adágios.

Tucano, pode?
Trombadinhas do impeachment não podem esquecer do banqueiro, Esteves, que pagou lua-de-mel de Aécio!

Essa é da Elzinha
Finalmente um tucano preso. Delcidio Amaral que entrou na vida pública pelas mãos do Collor e acabou no PT, como tantos oportunistas que farejam o poder, deve estar arrependido de ter saído do PSDB. Se tivesse ainda no ninho da turma do GM continuaria senador sem nenhuma perturbação.


Bom dia

Uma carta grave com dizeres mais graves ainda.

Secretário do Meio Ambiente

Artur Bruno




 Li seu artigo publicado no jornal O Povo de 26.10.2015.

Tenho 68 anos, sou médico neurologista e filho de Guaramiranga. Como autônomo, mantenho meu consultório aqui em Fortaleza, na Parquelândia, desde 1991. E pelo menos num sábado, a cada mês, atendo no hospital daquela cidade a clientela dos meus humildes conterrâneos.

Tenho a grata satisfação de ainda desfrutar das maravilhas climáticas e paisagísticas do pequenino Sítio Brejinho, herança de avós – a 2,4 quilômetros daquela bucólica cidade -, nas proximidades da estrada que leva ao Remanso Hotel.


Causou-me alguma impressão positiva o teor de suas considerações. Creio que suas disposições, agora à frente da Secretaria, visam a alcançar o revigoramento das normas e providências que, objetivamente, permitam que aquela Área de Preservação Ambiental receba os devidos e permanentes cuidados preservacionistas.

Lamentavelmente, temos visto, principalmente desde os primeiros anos da década de 1990, coincidindo com a inauguração do Teatro Rachel de Queiroz, uma afrontosa, desordenada e predatória ocupação daquele território, não só de Guaramiranga, mas de todos os municípios vizinhos, no alto daquela serra. Creio que têm faltado, mais responsavelmente, os rigores que se devem aplicar nas concessões dos diversos empreendimentos, como os loteamentos patrocinados por empresários visivelmente desinteressados do sensível tema da preservação ambiental. Os naturais daquela região já não acreditam nos zelos e cuidados que deveriam ser continuamente regidos pelos órgãos do meio ambiente. O poder econômico vai celeremente dilapidando o patrimônio natural daquelas paisagens inigualáveis.

Ricos, provenientes da capital e até de municípios sertanejos, estão a devastar florestas até então virgens e nelas instalam mansões com luxos e gastos surpreendentes. Algumas lá se tornam quase elefantes-brancos, ali esquecidas na maior parte do ano. Mas sua implantação tem-se dado sob a tragédia de desmatamentos implacáveis porque irreversíveis. O assoreamento de córregos, pela derrubada de matas ciliares, têm sido uma realidade inexorável.

No seu artigo foi lembrada a urgente necessidade de se recuperar as áreas das nascentes do rio Pacoti. Que assim seja, e que uma política mais presente e responsável faça prevalecer a manutenção de todo o verde da Serra de Baturité.  Creio que uma providência efetiva e inicial seria engajar habitantes da área rural numa ação que disseminasse o cultivo de mudas da flora natural, que se destinaria ao reflorestamento com as espécies autóctones.

Note-se que há uma crescente profusão de poços profundos; já não se capta água em lenções freáticos próximos a superfície. Os córregos estão secando. Cada mansão que se instala providencia o seu poço profundo.

Pacoti tem sido abastecida por carros-pipa. A exploração de água mineral, por um poderoso grupo econômico da capital, no antigo Sítio Escondido (ultimamente chamado Indaiá) exterminou completamente a reserva hídrica daquela área.  Por muitos anos, e diariamente, saíram para Fortaleza centenas de botijões de 20 litros até seu esgotamento completo e irreversível.


Senhor Secretário, vá mais vezes a Guaramiranga e a seus vizinhos. Dialogue com seus prefeitos, vereadores e moradores mais antigos. Verifique in loco as mazelas de um turismo de novos-ricos deslumbrados. Quase todo o território de Guaramiranga já foi vendido a  pessoas estranhas àquele município. Cativados pelas belezas daquele oásis, até há poucos anos quase incólume, elas estão devastando, irresponsável e egoisticamente, o seu precioso manto verde e a particular e rica fauna.


J. Cláudio Bezerra de Menezes
Fortaleza, Parquelândia, 26 de outubro de 2015

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