Programa coordenado por Rossana Kopf leva palestrantes a São Gonçalo

São Gonçalo investe em prevenção contra as drogas
São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza, está em uma intensa luta para combater o uso de drogas na cidade. Um desses projetos, cujo foco é a prevenção, acontece nas escolas da cidade, com palestras e distribuição de material para as crianças. Para um dos palestrantes desse projeto, Jorge Damasceno, o essencial, para se vencer a luta contra as drogas, é justamente trabalhar no sentido de evitar que crianças e adolescentes tenham contato com os tóxicos, lícitos ou não. “Hoje, a abordagem para o uso das drogas acontece em praticamente qualquer lugar, na praia, nas escolas, nas festas em que os jovens frequentam, enfim, há uma infinita possibilidade de esse jovem estar entrando em contato com essas drogas. E pior, são os ‘amigos’ que oferecem a droga”.
Todavia, segundo Damasceno, o importante é fazer com que a informação das consequências do uso de drogas causa no organismo. “O jovem não conhece o que a droga faz. A droga causa dependência e, depois, gera uma doença progressiva incurável e fatal. É preciso fazê-lo ver que, depois que se entra nesse mundo das drogas, não há mais saída possível”.

Família
E justamente para virar o jogo a favor da vida, o palestrante ressalta que é essencial o apoio da família nessa questão. “A conscientização começa em casa, com uma conversa franca entre pais e filhos. Os pais precisam saber o que os filhos andam fazendo, com quem estão andando, como está o desempenho escolar deles. É preciso que cada um cuide do seu filho”.
Damasceno faz outro alerta: a maconha, que muitos consideram, erradamente, inofensiva, é a porta de entrada para outras drogas mais pesadas e letais, assim como o álcool é a porta de entrada para substâncias ilícitas. “É preciso, então, trabalhar para evitar que esse jovem se torne um dependente químico e mostrar a ele que a droga tira seus valores, seus objetivos, seus sonhos, causa dependência e, principalmente, ela mata”.

Pesquisa
Pesquisa feita pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), com apoio da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), constatou que os estudantes de escolas públicas estão usando drogas cada vez mais precocemente. Crianças de dez anos de idade começam a ter contato com as drogas - e o álcool, na maioria das vezes, é a porta de entrada para o vício. O Cebrid é um centro de estudos ligado ao Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
A maioria dos usuários está na faixa de 16 anos de idade. Na faixa etária de 10 a 12 anos, 12,7% dos estudantes já usaram algum tipo de droga na vida. Quase a metade dos alunos pesquisados (45,9%) cursa uma série que não é adequada à sua idade. A pesquisa constatou que a defasagem escolar é maior entre os que consomem drogas, quando se compara com o grupo de alunos que não consome.
O total de estudantes que usam drogas, na rede estadual de ensino, é de 22,6%. As substâncias mais procuradas são os solventes, a maconha, os remédios para diminuir a ansiedade (ansiolíticos), os estimulantes (anfetaminas) e os remédios que atuam no sistema nervoso central parassimpático (anticolinérgicos). Entre os meninos, a maconha é a primeira da lista e, entre as meninas, o consumo maior é de estimulantes.

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