terça-feira, 29 de abril de 2014

Crack é a droga mais usada em Fortaleza, aponta levantamento

O uso do crack vem crescendo assustadoramente no Brasil nos últimos anos, e Fortaleza, infelizmente, não foge a essa regra nacional. Uma pesquisa desenvolvida pelo Núcleo de Informação, Pesquisa e Banco de Dados da Coordenadoria de Políticas sobre Drogas (CPDrogas), ligado à Prefeitura de Fortaleza, acaba de divulgar que o crack é a droga mais consumida na Capital cearense.
O levantamento revela que 82% dos usuários são do sexo masculino e 76% têm entre 19 a 45 anos. No registro de consumo de múltiplas drogas são o crack e o álcool, seguidos pela cocaína e a maconha. Os dados também apontam o grau de escolaridade desses usuários, 38% não completaram o Ensino Fundamental.  As regionais IV, V, VI tiveram um maior índice de atendimentos.
Nos atendimentos por telefone, os dados mostram que 91% das ligações são de familiares, parentes e amigos. As substâncias psicoativas mais citadas são o álcool e o crack, e a comobirdade revelada é a tuberculose. Os bairros mais atendidos são das regionais III, V e VI. Outras informações são discriminadas nos levantamentos, como: tempo de uso, desejo de tratamento, instituições por que já passaram, atendimento por regionais, entre outras.
Futuros projetos
De acordo com a titular da CPDrogas, Juliana Sena, o levantamento é fundamental para embasar futuros projetos e ações que devem ser voltados para o atendimento das necessidades da população. “Estamos trabalhando com um plano de ações integradas, no qual a prevenção, o tratamento e a ressocialização caminhem juntos no enfrentamento às drogas na cidade”, ressalta.
Sena ainda explica que, mesmo considerando estas recorrências apontadas pelo levantamento, não existe um perfil único dos usuários. “Pessoas de diferentes faixas etárias, de qualquer nível de escolaridade, pertencentes a qualquer classe social podem fazer uso de drogas e as causas são as mais diversas. Existem inúmeros fatores psicológicos, emocionais, genéticos, sociais, entre outros, que influenciaram um indivíduo a se tornar dependente químico”.
No Brasil
Um levantamento feito pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ligada ao Ministério da Saúde em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), do Ministério da Justiça, revela que, em 2013, cerca de 370 mil brasileiros de todas as idades usaram regularmente crack e similares (pasta base, merla e óxi) nas capitais ao longo de pelo menos seis meses em 2012.

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