terça-feira, 29 de maio de 2012

Transpetro suspende contratos com EAS

A Transpetro, subsidiária de logística da Petrobras, decidiu suspender o envio de recursos para a construção de navios encomendados ao Estaleiro Atlântico Sul (EAS) e que não possuem contrato de assistência técnica da Samsung, ex-parceira tecnológica das construtoras Camargo Côrrea e Andrade Gutierrez no EAS. A Samsung abandonou o estaleiro em março deste ano, após desentendimento com os sócios. A empresa, no entanto, já havia firmado compromisso de assistência técnica para seis navios, incluindo o entregue na semana passada, o João Cândido, de uma encomenda de 22 petroleiros. 

A Transpetro deu prazo até agosto para que o estaleiro escolha um novo parceiro tecnológico para a construção dos 16 petroleiros restantes. “Caso o EAS não cumpra essas exigências, os Contratos de Compra e Venda dos navios poderão ser rescindidos, mantida a possibilidade de aplicação de sanções previstas nos contratos”, disse a Transpetro em nota. O EAS informou que, por enquanto, não vai se pronunciar sobre a decisão da Transpetro e que o estaleiro está funcionando normalmente. “O acordo com a Samsung vai até o sexto navio, o novo parceiro vai fazer do sétimo em diante”, disse a assessoria.

Essa decisão, entretanto, não interfere na continuidade dos trabalhos, já que o EAS constrói, no momento, entre dois e três navios de uma vez. 
Por conta do atraso de quase dois anos na entrega do João Cândido, a Transpetro decidiu multar o Estaleiro Atlântico Sul. A empresa já tinha multado o Estaleiro Mauá pelo atraso de entrega do navio anterior, Celso Furtado, em R$ 2 milhões.

Este navio foi entregue 17 meses após o prazo contratado. O valor da multa do estaleiro pernambucano está sendo avaliado de acordo com cláusulas do contrato de compra do navio, que considera um prazo para que o mesmo justifique a demora da entrega. Ao todo, o EAS ainda tem em carteira de encomendas de US$ 8 bilhões da Petrobras: são mais 21 navios para a Transpetro, sete sondas de perfuração, além de serviços navais na plataforma P-62, também para a Petrobras. 

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