quarta-feira, 30 de maio de 2012

Sem portas anti armas...


Sindicato fecha Itaú na Washington Soares

     


O atendimento na agência do banco Itaú, localizada na Av. Washington Soares, no Edson Queiroz, foi suspenso durante todo o dia de ontem (29). O Sindicato dos Bancários do Ceará (SEEB/CE) bloqueou a entrada da agência, não permitindo acesso a nenhum tipo de serviço. O motivo foi a decisão da instituição em demitir a gerente da agência, vítima de assaltantes.

Segundo o presidente do SEEB/CE, Ribamar Pacheco, a ocorrência do assalto foi no dia 24 de abril. Ao chegar ao estacionamento, a gerente foi abordada pelos assaltantes, que anunciaram o roubo, entrando na agência, rendendo os demais funcionários e os que estavam chegando. “A colega ficou fragilizada emocionalmente, e cedeu ‘a pressão dos criminosos”, explica Ribamar. Com o risco de morte, a funcionária foi obrigada a abrir o cofre da agência, de onde foi roubado todo o dinheiro existente.
“JUSTA CAUSA”
Segundo o sindicalista, o banco emitiu a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) após o ocorrido. Porém, “na contramão disso tudo, ontem (segunda-feira) o banco comunicou à colega, apesar de ela estar lesionada, o desligamento por justa causa, por conta do descumprimento das normas de segurança. Uma coisa que atenta não só quanto à valorização da vida, como na questão de segurança. Como um trabalhador que está sob ameaça armada de bandidos pode resistir?”, relata Pacheco, acrescentando que ela apenas fez uma opção de proteção à SUA vida e dos outros funcionários. 

Com a emissão da CAT, a gerente passou a gozar da estabilidade até seu restabelecimento clínico, segundo Pacheco, acrescentando que também há um atestado médico emitido por um psiquiatra especialista, que a está acompanhando. Contudo, além da CAT, a funcionária ainda estava de licença médica, quando foi informada da demissão.
REPÚDIO
“O Sindicato fez todo o processo de acompanhamento e, como forma de repudiar essa prática desumana do Itaú, o Sindicato veio aqui hoje, sensibilizou o quadro de funcionários e paralisou a agência, não funcionando durante o expediente bancário”, ressalta Ribamar. Segundo ele, aqui no Ceará, é a primeira vez que isso acontece. 

“Com relação ao Itaú, infelizmente, é uma prática. Em São Paulo temos o conhecimento de demissões arbitrárias contra companheiros lesionados, após serem vítimas dos assaltos”. Contudo, explica o sindicalista, as demissões não se concretizaram em virtude do Sindicato fazer a contraposição e acompanhamento jurídico desses casos. “Esperamos que com essa nossa pressão ele (Itaú) pare por aqui, pois em momento algum iremos conceber essa prática arbitral”, avisa.

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