A bancada do Partido dos Trabalhadores no Senado começará a sessão legislativa com a reedição da disputa entre Marta Suplicy (SP) - se ela não for para o Ministério - e José Pimentel (CE) pela primeira vice-presidência da Casa. No dia 31 haverá reunião para discutir esse e outros problemas, como a escolha do próximo líder, vaga postulada por Walter Pinheiro (BA) e Wellington Dias (PI).
Marta Suplicy não mostra disposição de ceder o posto. A queda-de-braço entre ela e José Pimentel marcou o início dos trabalhos em 2011, quando, após confronto interno, que dividiu a bancada, foi feito acordo de rodízio no mandato: Marta ocuparia a vice-presidência no primeiro ano e Pimentel, no seguinte. Agora o cearense cobra o cumprimento do acordo do rodízio anual, mas Marta manifesta intenção de continuar.
“Espero não ser eu a administrar esse problema”, diz o líder, Humberto Costa (PE), que deve ser substituído na função na primeira reunião da bancada. No caso da liderança, deve haver eleição para a escolha do substituto, entre Walter Pinheiro e Wellington Dias. “O acordo de rodízio foi feito para todos os cargos. Se não for respeitado, vai ser ruim para a bancada”, afirma Costa.
ARRANJO DE COMPENSAÇÃO
Pinheiro e Dias têm projeto de candidatura a governador de seus Estados em 2014. Dias já foi governador e quer voltar. Os dois também começaram 2011 disputando a vaga de líder do governo no Congresso. Nenhum deles levou. A função ficou com José Pimentel, como compensação por abrir mão da vice-presidência do Senado para Marta Suplicy.
Pinheiro e Dias têm projeto de candidatura a governador de seus Estados em 2014. Dias já foi governador e quer voltar. Os dois também começaram 2011 disputando a vaga de líder do governo no Congresso. Nenhum deles levou. A função ficou com José Pimentel, como compensação por abrir mão da vice-presidência do Senado para Marta Suplicy.
A senadora insistiu em ocupar o cargo na mesa diretora no primeiro ano de mandato. Uma das razões era a perspectiva de disputar a Prefeitura de São Paulo. Outro argumento usado foi a importância de fortalecer a bancada feminina no momento em que uma mulher assumia a presidência da República. A candidatura a prefeita não vingou (ela foi preterida em benefício de Fernando Haddad) e há sinais do Palácio do Planalto de que Marta não irá para o governo por enquanto. A senadora não pretende abrir mão da vice-presidência, função estratégica para o governo e vitrine para ela. A principal tarefa é comandar as sessões plenárias do Senado, na ausência do presidente, José Sarney (PMDB-AP). As informações são do Valor Econômico.

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