sábado, 31 de dezembro de 2011

Nordestino vai pagar caro pela água da Transposição


Projeto exige modificações que podem tornar preço da água um dos mais altos do País


Com dificuldades para completar as obras da transposição do Rio São Francisco, cujo custo já explodiu, o governo analisa como cobrar do consumidor do semiárido nordestino o alto preço da água. Para vencer o relevo da região, as águas desviadas do rio terão de ser bombeadas até uma altura de 300 metros. O trabalho consumirá muita energia elétrica e esse custo será repassado, pelo menos em parte, à tarifa de água, que ficará entre as mais caras do País.
Transposição do São Francisco esbarra em tarifa de água - Wilson Pedrosa/AE - 30.11.2011 Wilson Pedrosa/AE
Transposição do São Francisco esbarra em tarifa de água
Estimativas preliminares apontaram custo de R$ 0,13 por metro cúbico de água (mil litros) apenas para o bombeamento no eixo este, entre a tomada da água do São Francisco, no município de Floresta (PE), até a divisa com o a Paraíba. Nesse percurso, haverá cinco estações de bombeamento, para elevar as águas até uma altura maior do que o Empire State, em Nova York, ou do tamanho da Torre Eiffel, em Paris, ou ainda 96 metros menor do que o Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. O maior arranha-céu de São Paulo nem chega perto.
A estimativa de custo do bombeamento da água no eixo leste foi feita pelo Ministério da Integração Nacional e projetava o início do funcionamento dessa parte da transposição ainda em 2010. Como a obra só deve começar a operar completamente em dezembro de 2015, conforme a última previsão do ministério, o custo deverá aumentar.
Sem revisão, o valor já representa mais de seis vezes o custo médio da água no País. Novo estudo sobre o custo foi encomendado à Fundação Getúlio Vargas.
Imbróglio. Trata-se de uma equação não resolvida. O governo federal se comprometeu a bancar o custo total da obra, estimado inicialmente em R$ 5 bilhões e que deverá alcançar R$ 6,9 bilhões, mas não definiu como financiar a operação do projeto, com a manutenção dos canais e o consumo de energia para o bombeamento.
O custo da construção já inclui a estimativa de gasto de mais R$ 1,2 bilhão para concluir um saldo de obras entregues a consórcios privados que não conseguirão entregar o trabalho, como revelou o Estado na edição de ontem.
O Ministério da Integração Nacional, responsável pela obra, não se manifesta, por ora, sobre a concessão de subsídio à água a ser desviada do Rio São Francisco para abastecimento humano e também para projetos de irrigação e industriais, segundo informa o último Relato de situação do projeto da transposição.
(Informações de O Estado de S.Paulo - Marta Salomon)
Penso eu - Existe uma historinha que corre o universo político. Um dos donos do Estadão tinha verdadeiro pavor a Paulo Maluf. Achava que o cara era ladrão, vagabundo, desonesto e essas coisas todas. Um amigo comum passou anos tentando fazer com que o senhor da verdade, dono do Estadão, pelo menos falasse com Paulo Maluf. Um dia conseguiu que se encontranssem em campo neuto, às margens do rio Tietê, numa daquelas pontes lá. Os três. O amigo que buscava o encontro mediou os cumprimentos e tal. Começou a conversa. Maluf e o Pai da Notícia do Estadão. Descrença. Descrença.Descrença. Nisso o amigo pede a Maluf,para  entrar no rio. Maluf desce a rampa e começa a andar sobre as águas. O dono do Estadão desconfia. Esse safado botou pedra ai pra tentar me impressionar. O mediador do encontro pede: Maluf, corre por tudo quanto é lugar aí em zig-zag pra mostrar que seria impossivel um caminho de pedras sob as águas. Assim foi feito. Maluf corria pra cima e pra baixo sobre as águas do Tietê. Findo o encontro. No dia seguinte era esta a manchete do Estadão de São Paulo: MALUF NÃO SABE NADAR.
Com todo o respeito: aqui no Ceará em Limoeiro do Norte, a água que irriga o projeto na Chapada do Apodi é bombeada quase 300 metros de altura e não é inviavel, não. Apenas não é do gosto dos paulistas que a gente produza aquilo que eles pensam que só eles podem. As águas do São Francisco, infelizmente, pra eles, não são de São Paulo. Vão darem!!!

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